Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Anfíbios são os mais ameaçados de extinção

Os anfíbios formam o grupo mais ameaçado de extinção, segundo um relatório de biodiversidade da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. Das 6,2 mil espécies de anfíbios, cerca de 1,9 mil estariam em perigo de extinção. (Leia Mais)

Terça, 03 de Novembro de 2009 às 08:50, por: CdB

Os anfíbios formam o grupo mais ameaçado de extinção, segundo um relatório de biodiversidade da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira.

A Lista Vermelha do IUCN conta neste ano com 47,6 mil espécies e, segundo a organização, quase 18 mil correm sério risco de extinção – entre eles 21% de mamíferos, 30% de anfíbios, 12% dos pássaros, 28% dos répteis e 37% dos peixes.

Entre os anfíbios, das 6,2 mil espécies que integram a lista, cerca de 1,9 mil estariam em perigo de extinção. Destes, 39 já estariam extintos ou extintos no habitat natural e quase 500 estariam “seriamente ameaçados”.

– A prova científica de uma crise séria de extinção está se acumulando –, disse Jane Smart, diretora da IUCN.

Segundo ela, a análise recente mostra que a meta de biodiversidade para 2010 não será cumprida.

Lista

A Lista Vermelha é considerada a avaliação mais conceituada e séria sobre o estado das espécies que habitam o planeta.

Além dos anfíbios, apontados neste ano como o grupo mais ameaçado, o documento sugere ainda que entre os mamíferos, a situação também é preocupante.

Do cerca de 5,5 mil mamíferos presentes na Lista, 79 estariam extintos ou extintos no habitat natural e 188 estariam “seriamente ameaçados”.

Entre os répteis, dos 1,6 animais listados, 22 já estão extintos e cerca de 460 estariam ameaçados.

¬ Já chegou a hora dos governos começarem a agir com seriedade para salvar as espécies e garantir que isso estará no topo das prioridades porque estamos ficando sem tempo –, disse Smart.

– Na nossa vida, nós mudamos de nos preocuparmos com um número relativamente pequeno de espécies seriamente ameaças para o colapso de ecossistemas inteiros –, disse Jonathan Baillie, diretor dos programas de conservação da Zoological Society, de Londres.

– Em que ponto a sociedade vai realmente responder a essa crise crescente? –, questionou.

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