Após ingerir um anestésico à base de lidocaína, possivelmente adulterado, três pessoas morreram e outras 12 sentiram-se mal, durante exames de endoscopia digestiva no Hospital Itagibá, em Itagibá, a 374 km a sudoeste de Salvador. As três vítimas foram identificadas como Rosilda Santos da Hora, 21, Robenice Ferreira Alves, 58, e Damião Jesus Marinho, 57. O enterro aconteceu neste sábado, sob forte emoção. Alguns pacientes internados tiveram alta.
Os pacientes sentiram dores de cabeça, tonturas, alucinações e tiveram convulsões meia hora depois de receberem o medicamento, ainda durante o exame. O caso mais grave é de uma mulher de 53 anos que foi transferida para um hospital da cidade vizinha de Jequié - ela passou por avaliação cardiológica.
Segundo a Vigilância Sanitária do Estado, o lote do medicamento foi adquirido quatro dias antes do problema. O anestésico foi comprado do laboratório MedicMinas, de Belo Horizonte (MG), e está dentro do prazo de validade. A diretoria do estabelecimento não foi localizada pela reportagem. O lote do anestésico foi recolhido para análise. Amostras com o sangue das 15 pessoas afetadas foram enviadas ao Instituto Médico Legal (IML) de Salvador para exames complementares.