Por Liga Bolchevique Internacionalista 14/06/2011 às 19:50
Nossa tarefa é combater os delírios desses verdadeiros agentes do imperialismo que na Líbia estão ao lado dos rebeldes made in CIA apresentados como porta-vozes da "revolução árabe" e lutar pela construção de uma fração pública revolucionária da ANEL que agrupe a juventude combativa contra o avançado processo de adaptação ideológica e política que o PSTU e seus satélites tentam impor à juventude brasileira
"TUDO MUDOU, AGORA SOMOS LIVRES"
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A "ANEL NO EGITO" E A POLÍTICA DE ADAPTAÇÃO ESCANDALOSA À DEMOCRACIA BURGUESA DO PSTU
A dirigente da ANEL, Clara Saraiva, viajou ao Egito para levar uma saudação da juventude do PSTU a fantasiosa "revolução árabe". O mais patético em seus relatos é que ela reconhece que o novo regime "revolucionário" é controlado pelo velho Exército e as penosas condições de vida dos trabalhadores permanecem as mesmas de antes! Mas para o PSTU isso pouco importa, "tudo mudou, agora somos livres" nos vende a dirigente da ANEL. A Praça Tahrir, cheia de jovens reivindicando cidadania burguesa e os mais elementares direitos democráticos, em uma espécie de Fórum Social Mundial a céu aberto, que acabou desembocando em uma transição ordenada pelos militares e o imperialismo se transformou em sinônimo de uma verdadeira "revolução de massas" para a LIT. E por quê? Em busca de embriagar toda uma geração da vanguarda estudantil em um sindicalismo vulgar e movimentista, o PSTU adota cada vez mais os conceitos políticos e sociais da grande mídia burguesa, opostos pelo vértice ao combate programático e ideológico travado pelos marxistas contra esse engodo "democrático" apoiado inclusive pela Casa Branca.
Não por acaso a dirigente da ANEL em um artificialismo completo acaba seus "relatos" afirmando: "Eu tenho certeza que a nossa luta e a construção de uma entidade estudantil livre no Brasil, tem tudo a ver com o avanço da Revolução da Primavera. Façamos do 1º Congresso da ANEL a nossa Praça Tahrir". Não esqueçamos que no chamado "dia da vitória", depois da queda de Mubarak, até a banda do exército foi chamada para celebrar o "feito" no Egito! Nós da Juventude Bolchevique lutamos para derrotar este circo reacionário que querem reproduzir aqui no Congresso da Anel. Por isso questionamos: o que seria esta tal "Revolução da Primavera" no Egito? Segundo a dirigente da Anel "As causas sociais da revolução seguem presentes, atualmente aqui fica ainda mais claro que, sem romper com o capitalismo e o imperialismo, é impossível superá-las. O governo das Forças Armadas tenta por onde pode abortar o processo. Os trabalhadores e a enorme juventude egípcia, entretanto, têm consciência da profunda mudança que provocaram: Mubarak caiu". A renúncia do desgastado Mubarak, já exigida pelo próprio imperialismo, seria para a ANEL a expressão máxima da revolução! O controle do "novo" governo diretamente por militares tendo estes um acordo com as principais forças de "oposição" representam a "liberdade" como nos querem convencer esses apologistas das lutas sem direção revolucionária nem programa anticapitalista e anti-imperialista? Claro que não! O que está evidente é que a ANEL e o PSTU estão completamente adaptados a conceitos absolutamente estranhos ao marxismo, cada vez mais adeptos da democracia burguesa e sua falsa "liberdade para lutar", recorrendo a mesma cantilena que pregaram para se aliar ao imperialismo contra o "totalitarismo stalinista" na URSS e no Leste Europeu.
O mais grave é que a dirigente da Anel reconhece que a pretensa revolução apregoada não passa de uma farsa. No relato, "ANEL no Egito: Na Praça Tahir, o novo pede passagem" ela afirma que "O governo militar, muitas vezes, nos jornais e declarações, testa a reação das massas em seus posicionamentos. Há dias atrás, um jornal local publicou uma matéria colocando a possibilidade de libertar Mubarak sem um julgamento. Houve uma grande reação da população, indignada com essa possibilidade, e logo o governo deu uma declaração, dizendo que a culpa era exclusivamente do jornal, e que a partir daquele momento para a publicação de cada matéria, seria necessária a aprovação deles. Eles ainda temem a força das massas, e em especial, a abnegação e radicalidade da juventude egípcia". O delírio do PSTU chega a apresentar a censura dos militares a própria imprensa burguesa como "temor a força das massas"! Está explicado porque considera o que ocorreu no Egito como uma "revolução democrática" e como o "novo pede passagem"!
A escandalosa política reivindicada pela "Anel no Egito" é a prova do que nos espera no I Congresso Nacional da ANEL, marcado para os próximos dias 23 a 26 de junho. Com a burocratização da Conlutas, a ANEL transformou-se em uma verdadeira colateral estudantil do PSTU. Nossa tarefa é combater os delírios desses verdadeiros agentes do imperialismo que na Líbia estão ao lado dos rebeldes made in CIA apresentados como porta-vozes da "revolução árabe" e lutar pela construção de uma fração pública revolucionária da ANEL que agrupe a juventude combativa contra o avançado processo de adaptação ideológica e política que o PSTU e seus satélites tentam impor à juventude brasileira.
Ana Paula Medeiros - Estudante de Pedagogia da UECE
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