Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Anatel quer realizar leilão de sobras de frequência em 2015

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pretende realizar até junho do ano que vem o leilão de sobras de faixas de frequência que não foram arrematadas em licitações anteriores ou que foram recuperadas, disse nesta terça-feira o presidente da agência, João Rezende.

Terça, 02 de Setembro de 2014 às 07:52, por: CdB
anatelcomunicacao.jpg
Além disso, o leilão de sobras deve incluir lotes de outras faixas, como 3,5 GHz e 2,5 GHz, que poderiam ser usadas para banda larga e serviços móveis
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pretende realizar até junho do ano que vem o leilão de sobras de faixas de frequência que não foram arrematadas em licitações anteriores ou que foram recuperadas, disse nesta terça-feira o presidente da agência, João Rezende. Segundo ele, o leilão incluiria, por exemplo, a banda H da frequência de 1,8 gigahertz (GHz) em São Paulo que pertencia à Unicel. Além disso, o leilão de sobras deve incluir lotes de outras faixas, como 3,5 GHz e 2,5 GHz, que poderiam ser usadas para banda larga e serviços móveis. - Deveremos ter também ofertas voltadas para pequenas empresas - disse Rezende a jornalistas antes de seminário em Brasília. Telecom Italia O investidor da Telecom Italia Marco Fossati disse que qualquer oferta pela TIM Participações deverá avaliar a companhia brasileira em cerca de 11 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação), ou o dobro do seu valor de mercado atual de 10 bilhões de euros (US$ 13 bilhões). A consolidação no Brasil está se aquecendo após a Oi revelar planos na semana passada para assumir a TIM, e após a Telefónica iniciar negociações exclusivas para comprar a operadora de banda larga brasileira GVT, da francesa Vivendi. - Se operadoras brasileiras querem reduzir o número de competidores de quatro para três, com sinergias enormes, seria melhor se apresentassem uma oferta que avalia a TIM em 11 vezes o seu Ebitda - disse Fossati à agência inglesa de notícias Reuters, em uma entrevista por telefone na terça-feira. - Caso contrário, nós não vamos levá-la em consideração - disse. O empresário italiano, segundo maior investidor no grupo italiano, com uma participação de pouco menos de 5 por cento, disse que a saída da Telefónica da Telecom Italia é positiva e que ele é favorável à possível entrada da Vivendi no capital da operadora italiana.
Tags:
Edições digital e impressa