O mercado voltou a reduzir a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira este ano e aposta que o país crescerá, no máximo, 3,01%, enquanto o Banco Central estima um avanço de 3,5% e o ministro da Fazenda insiste em 4%. Há uma semana, os analistas e empresas consultadas semanalmente pelo BC estimavam uma expansão de 3,09% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2006. Para o próximo ano, as apostas continuam sendo de um crescimento de 3,5%.
No caso da inflação, o cenário projetado pelo mercado continua positivo. Depois de uma sequência de sete reduções consecutivas, os analistas fizeram um pequeno ajuste para cima em sua projeção para o comportamento da inflação em 2006, voltando a projetar uma variação acima de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com levantamento feito pelo BC, e divulgado nesta segunda-feira, analistas e empresas consultadas estimam que o IPCA, índice utilizado pelo governo no sistema de metas de inflação, fechará o ano com alta de 3,01%, pouco acima dos 2,98% estimados no levantamento anterior.
Para 2007, entretanto, os analistas reduziram para 4,20% a estimativa de inflação, abaixo dos 4,30% anteriores. Ainda assim, as duas projeções estão abaixo do centro das metas fixadas pelo governo para os dois anos, que é de 4,5%.
Estabilidade
Quanto aos juros, os analistas mantiveram em 13,50% a estimativa para o patamar de fechamento do ano para a Selic. Também foi mantido em 0,50 ponto a estimativa de corte da taxa básica de juro na reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O cenário traçado para o comportamento da balança comercial também não sofreu alterações. A estimativa é de um superávit de US$ 43 bilhões em 2006 e de US$ 36 bilhões em 2007.
Para o câmbio, os consultados esperam que o dólar fechará o ano cotado a R$ 2,19, pouco abaixo dos R$ 2,20 estimados no levantamento anterior. Para 2007, a estimativa ficou mantida em R$ 2,30 por dólar.