A projeção de analistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano passou de 6,20% para 6,23%. A estimativa consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central com base em pesquisa realizada a analistas sobre os principais indicadores da economia. Para 2009, os analistas mudaram a expectativa de 4,80% para 4,90%. A meta oficial de inflação para 2008 e 2009 é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, o limite superior da meta é de 6,5% e o inferior, de 2,5%.
No mercado paulista, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP) subiu de 6,38% para 6,40% neste ano. Para 2009, no entanto, permanece em 4,70%. Quanto aos preços administrados por contrato, a expectativa permanece em 3,70% em 2008 e em 5,10% no próximo ano. Esse indicador diz respeito aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).
Para o mercado atacadista, a projeção do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 10,07% para 10,55%, neste ano, e de 5,42 % para 5,50% em 2009. A estimativa para o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) passou de 10,37% para 10,53%, neste ano, e permanece em 5,50% em 2009.
Cotação do dólar
Ainda segundo o boletim Focus, o dólar deverá custar R$ 1,90 , no fim deste e do próximo ano, segundo estimativa dos analistas de mercado consultados pelo Banco Central. A estimativa anterior tanto para 2008 quanto para o próximo ano era de R$ 1,85. Nos últimos dias, como reflexo da crise financeira internacional, a taxa de câmbio tem ficado em níveis superiores a R$ 2.
Sobre o crescimento da economia, os analistas reduziram a projeção para este ano de 5,23% para 5,22%. Para 2009, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 3,50% para 3,35%. A crise financeira internacional tem levado especialistas a reduzirem a expectativa de crescimento da economia, principalmente no próximo ano.
Para o crescimento da produção industrial neste ano, os analistas diminuíram a expectativa de 5,52% para 5,45%. Em 2009, eles esperam crescimento de 4%, há três semanas. Para este ano, os analistas projetam a dívida líquida do setor público 40,45% do PIB, ante a expectativa anterior de 40,5%. Para 2009, a estimativa caiu de 38,98% para 38,90%. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança do investidor na capacidade do Brasil honrar seus compromissos.
Os analistas mantém a projeção de déficit de US$ 29 bilhões no saldo das transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior) em 2008, há duas semanas, mas alteraram o resultado negativo de 2009 de US$ 33,10 bilhões para US$ 33,23 bilhões.
Quanto ao superávit comercial (saldo positivo das exportações menos as importações), a estimativa para 2008 foi ajustada de US$ 23,88 bilhões para US$ 24 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 12 bilhões para US$ 12,70 bilhões. A projeção para o investimento estrangeiro direto, é mantida, há quatro semanas, em US$ 35 bilhões neste ano e em US$ 30 bilhões em 2009, há três semanas.
Juros
Os analistas de mercado ouvidos pelo BC reduziram a projeção para taxa básica de juros, a Selic, ao final deste ano de 14,75% para 14,50%. A Selic é usada pelo Banco Central para controlar a inflação e atualmente está em 13,75%. Para o final de 2009, os analistas mantiveram a estimativa de 13,50%.
Na reunião do Copom, que será realizada nos dias 28 e 29 deste mês, os analistas esperam que a Selic suba para 14,25%, a mesma expectativa anterior. A última reunião do Copom deste ano será realizada nos dias 9 e 10 de dezembro. Ou seja, os analistas esperam ainda para este ano duas elevações de 0,25 ponto percentual na Selic.