Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2026

Analistas vêem inflação, juros, PIB e produção industrial, tudo em queda

Segunda, 20 de Abril de 2009 às 09:13, por: CdB

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve chegar a 4,23% neste ano, com uma redução de 0,02 pontos percentuais na estimativa da semana anterior. A projeção consta do boletim Focus,  publicação semanal do Banco Central elaborada com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia, distribuída nesta segunda-feira. Para 2010, a estimativa passou de 4,42% para 4,4%. As projeções para o IPCA estão abaixo do centro da meta estabelecida pelo governo para este e o próximo ano em 4,5%. A meta tem margem de tolerância que vai de 2,5% a 6,5%. A meta é perseguida pelo Banco Central, que usa como instrumento de controle da inflação a taxa básica de juros, a Selic. Quando a inflação está em queda, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduz os juros básicos e quando está em alta, faz o inverso.

Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano e a projeção dos analistas é que na reunião do Copom, que será realizada na próxima semana, os juros básicos sejam reduzidos em um ponto percentual, a mesma estimativa de cinco semanas atrás. Para o final deste ano, também não foi alterada a projeção para a Selic (9,25% ao ano), assim como para 2010 (9,5% ao ano). Para os demais índices de inflação neste ano, as projeções também estão em queda. Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a redução foi de 2,41% para 2,09%. A projeção para o Índice de Geral de Preços de Mercado (IGP-M) caiu de 2,22% para 2,02%.

No caso da inflação em São Paulo, a estimativa para o Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) caiu de 4,36% para 4,35%. Para 2010, a projeção para os três índices é de 4,5%. A estimativa para os preços administrados em 2009 foi mantida em 4,5%. Para 2010, foi alterada de 4,30% para 4,20%. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).

PIB em queda

Analistas de mercado projetam queda, neste ano, para o Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todos os bens e serviços produzidos no país - pela sétima semana seguida. A estimativa de queda passou de 0,30% para 0,49%, segundo o boletim Focus. Há quatro semanas, a previsão era de um crescimento de apenas 0,01%. Para 2010, a estimativa de crescimento do PIB permanece em 3,5%.

Os analistas também prevêem retração para a produção industrial, com projeção de queda para este ano há nove semanas. No boletim, a projeção passou de 3,56% para 3,75%. Há quatro semanas, a estimativa de retração era de 2%. Para 2010, foi mantida a estimativa de crescimento de 4%. A projeção para a relação entre dívida líquida do setor público e PIB permaneceu em 37% neste ano e em 35,81% em 2010. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança do investidor de que o país é capaz de honrar seus compromissos.

Os analistas alteraram a estimativa para o déficit em conta corrente (todas as operações do Brasil com o exterior) de US$ 21,1 bilhões para US$ 20 bilhões. Para 2010, a projeção passou de US$ 24 bilhões para US$ 23,6 bilhões. Para o superávit comercial (saldo das exportações menos as importações), a expectativa passou de US$ 15 bilhões para US$ 16 bilhões neste ano e permance em US$ 14 bilhões na projeção para  2010. A projeção para o dólar ao final do ano caiu de R$ 2,30 para R$ 2,25. Ao final de 2010, a estimativa passou de R$ 2,29 para R$ 2,28.

A previsão para o investimento estrangeiro direto (caracterizado pelo interesse duradouro do investidor na economia) permanece em US$ 22 bilhões neste ano e em US$ 25 bilhões em 2010.

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