Analistas de mercado das 100 maiores instituições financeiras do país revisaram para baixo a taxa de crescimento brasileiro para este ano, em estudo divulgado nesta segunda-feira. O Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer 3,2% até dezembro, ao invés dos previstos 3,5%. A previsão consta do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central. Há quatro semanas, o mercado financeiro esperava um crescimento de 3,6%.
O ajuste de 0,3 ponto percentual na projeção do PIB ocorre após a divulgação do crescimento da economia no segundo trimestre, que ficou abaixo do esperado. A expansão foi de de 0,5% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses deste ano. Trata-se do pior desempenho desde o terceiro trimestre de 2005. O resultado fraco foi puxado pela indústria. No ano primeiro trimestre, o PIB teve avanço de 1,4%. Já para a produção industrial, a projeção foi elevada de 3,97% para 4%.
Para 2007, o levantamento do BC mostra que os analistas continuam apostando que a economia do país crescerá 3,50%.
Inflação
Os economistas fizeram pequenos ajustes nas projeções de inflação para 2006. A previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial do governo para a meta de inflação, passou de 3,68% para 3,63% neste ano. A projeção está bem abaixo da meta central fixada pelo governo para o ano, que é de 4,5%. O mesmo ocorreu com o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas, que teve sua projeção reduzida de 3,46% para 3,42%. O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) foi mantido em 3,53%.
Para 2007, as projeções de inflação continuam indicado uma variação de 4,5% para o IPCA.
Acerca das taxa de juros, os analistas mantêm a aposta de que a Selic encerrará o ano em 14% ao ano. Isso mesmo após o último corte feito, na semana passada, ter sido acima do esperado pelo mercado financeiro. Semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizou um corte de 0,5 ponto percentual, para 14,25% ao ano. O mercado esperava uma redução de 0,25 ponto.
Já a projeção em relação ao superávit comercial, saldo positivo entre exportações e importações, foi mantida em US$ 42 bilhões para este ano. Para 2007, a projeção é de um saldo comercial positivo de US$ 36 bilhões.