O mercado reduziu sua estimativa para a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, de 4,56% para 4,55%, segundo o relatório Focus do Banco Central desta segunda-feira. Foi a quarta semana consecutiva de recuo da previsão, que aproxima-se do centro da meta perseguida pelo governo, de 4,5%. O prognóstico para a inflação no ano que vem foi mantido em 4,5%.
A sondagem mostrou que o mercado, apesar de manter a estimativa de Selic de 14,5 % no final deste ano, reduziu a estimativa para os juros no final de 2007 de 13,50 % para 13,38%. As estimativas para o crescimento e para o superávit comercial ficaram estáveis neste ano, em respectivamente 3,5% e US$ 40 bilhões. A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2006 recuou de R$ 2,25 para R$ 2,20 por dólar e para 2007 permaneceu em R$ 2,40.
Ao contrário do índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe), cuja estimativa evoluiu de 4,27%, na semana passada, para 4,29% na pesquisa atual, a expectativa é de queda nos preços administrados por contrato, ou monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, transporte público e outros).
Em razão da constante queda dos preços no atacado, cujos índices determinam a correção de preços e serviços públicos, os reajustes acumulados no ano nesse segmento de mercado devem ser menores. A pesquisa anterior apontava inflação de 4,50% nos preços administrados, e no boletim distribuído hoje a expectativa cai para 4,35%; e derruba também, de 4,20% para 4,10%, a inflação desses preços no ano que vem.
As quedas das expectativas de inflação no atacado são mais expressivas, ainda. De acordo com os analistas, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) recua de 4,33% para 4,08%, e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) cai da estimativa anterior de 4,41% para 4,26%.