Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Analistas prevêem que BC faça último corte do ano na taxa de juros

O mercado financeiro manteve sua previsão para a performance da economia e para a Selic e piorou levemente o cenário para a inflação no fim do ano, segundo relatório Focus divulgado nesta segunda-feira. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 permaneceu em queda de 0,34%, mas o cenário para 2010 melhorou. (Leia Mais)

Segunda, 20 de Julho de 2009 às 07:11, por: CdB

O mercado financeiro manteve sua previsão para a performance da economia e para a Selic e piorou levemente o cenário para a inflação no fim do ano, segundo relatório Focus divulgado nesta segunda-feira. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 permaneceu em queda de 0,34%, mas o cenário para 2010 melhorou, apontando crescimento de 3,60% ante expansão de 3,50% na semana anterior.

Para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, o relatório apontou 4,53%, elevando a previsão da semana anterior, de 4,50. O prognóstico para a inflação no ano que vem subiu de 4,40 para 4,41%. Os dois números estão abaixo do centro da meta perseguido pelo governo, de 4,50%.

Juros

Na opinião dos analistas financeiros, o BC deverá cortar a taxa básica de juros dos atuais 9,25% ao ano para 8,75% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom) da próxima quarta-feira. Ainda segundo a consulta, esse será o último corte de juros neste ano. No começo de 2009, os juros estavam em 13,75% ao ano. Mas o agravamento da crise econômica levou o BC a realizar uma sequência de reduções na taxa Selic. Os economistas consultados também esperam que a taxa básica volte a subir no próximo ano, devido à recuperação da economia. A média das previsões é de uma taxa de 9,38% a.a. no final de 2010.

Segundo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em recente diálogo com empresários e jornalistas, a taxa de juros "é fixada de forma adequada às condições de mercado" e pode continuar caindo.

– Estamos levando isso em conta (as condições de mercado), tendo em vista à estabilidade e a previsibilidade. Acredito que a taxa de juros real pode continuar a cair – afirmou.

A estimativa para o dólar no fim deste ano caiu de R$ 2,00 para R$ 1,95. A pesquisa mostra uma melhora em relação a outros dois indicadores: O superávit da balança comercial sobe de US$ 22 bilhões para US$ 22,9 bilhões e o déficit nas transações correntes tende a cair dos atuais de US$ 16 bilhões para US$ 15,1 bilhões. Na relação dívida/PIB, segundo a pesquisa do BC, o resultado piora de 40,5% para 41%. A previsão para os investimentos estrangeiros diretos ficou estável, em US$ 25 bilhões.

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