Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Analistas prevêem inflação no topo da meta mas interrompem escalada de alta

Segunda, 28 de Abril de 2014 às 09:45, por: CdB
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Grupo dos alimentos foi o principal contribuinte para a nova alta dos preços
A projeção de instituições financeiras para a inflação continua no limite superior da meta. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que chegou a 6,51%, na semana passada, agora está em 6,50%. Essa projeção é resultado de pesquisa semanal, feita pelo Banco Central (BC), com instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Para 2015, a mediana (desconsidera os extremos nas projeções) das expectativas segue em 6%. Apesar de a projeção para este ano ter ficado no limite, a estimativa está acima do centro da meta de inflação (4,5%). É função do Banco Central fazer com que a inflação, medida pelo IPCA, fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A projeção das instituições financeiras para a Selic foi mantida em 11,25% ao ano, ao final de 2014, e em 12% ao ano, no fim de 2015. A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 7,35% para 7,34%, em 2014, e continua em 5,50%, em 2015. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa foi mantida em 7,20%, este ano, e em 5,50%, em 2015. A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) foi ajustada de 6,19% para 6,20%, este ano, e permanece em 5%, em 2015. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 1,63% para 1,65%, este ano, e segue em 2%, em 2015. A projeção para a cotação do dólar foi mantida em R$ 2,45, este ano, e ajustada de R$ 2,51 para R$ 2,50. Os alimentos vêm contribuindo para que a inflação permaneça em patamares elevados, mas os analistas também mantêm o sinal de alerta com a pressão dos preços de serviços e administrados, com destaque para a energia elétrica. A expectativa agora gira em torno da divulgação no dia 9 de maio dos dados de abril do IPCA, depois de sua prévia, o IPCA-15, ter acumulado em 12 meses alta de 6,19% neste mês. No Focus, a projeção de alta dos preços administrados neste ano subiu 0,05 ponto percentual, para 4,75%. Já o Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, vê o IPCA este ano a 6,59%, inalterado ante a semana anterior. Para 2015, a perspectiva para a inflação no Focus foi mantida em 6,00%, enquanto nos próximos 12 meses os economistas veem o indicador a 6,00%, 0,07 ponto percentual a menos. Copom Em relação à taxa básica de juros, atualmente em 11%, o Focus mostra que os economistas continuam vendo a Selic a 11,25% no final deste ano, pela quinta semana seguida. Após nove altas, eles ainda veem nova elevação de 0,25 ponto percentual na reunião de maio do Comitê de Política Monetária (Copom), mesmo após uma série de indicações feita pelo próprio BC de que pretende interromper o movimento para avaliar os efeitos "defasados" da política monetária. O Top 5 de curto prazo, por sua vez, vê manutenção da Selic em 11% em maio, enquanto o Top-5 de médio prazo manteve a perspectiva para a taxa em 2014 de 11,88%. Sobre o Produto Interno Bruto (PIB), os economistas consultados melhoraram levemente o cenário, elevando a perspectiva de expansão em 2014 a 1,65%, ante 1,63%.
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