A expectativa de analistas de mercado é de que a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sofra pequeno aumento em relação ao número divulgado há uma semana. A previsão, que era de 5,21%, agora é de fechar o ano em 5,22%. Para 2006, a projeção diminuiu, na comparação com a semana passada, e passou de 4,63% para 4,6%.
A pesquisa semanal do Banco Central mostra que os analistas estimam o dólar próximo de R$ 2,28 até o fim do mês, fechando o ano em R$ 2,35. Quanto à taxa de juros, a expectativa é de que a Selic encerre o mês em 19% e chegue ao fim do ano em 18%, mantendo a expectativa apresentada na última semana. Para 2006, eles esperam queda para 16%.
A estimativa para o crescimento deste ano do Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todas as riquezas produzidas no país - aumentou em relação ao divulgado na semana anterior. Passou de 3,29% para 3,3%. Para o próximo ano, a projeção dos analistas do mercado é de crescimento de 3,5%. A expectativa para o saldo comercial (diferença entre exportação e importação), é de um superávit maior do que na pesquisa anterior. Enquanto os analistas esperavam um superávit de US$ 41 bilhões há uma semana, a previsão atual é fechar o ano em US$ 41,54 bilhões. A previsão para o próximo ano se manteve em US$ 35 bilhões.
Alta no Rio
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou em 0,39%, na primeira semana de outubro, com alta de 0,30 ponto percentual na comparação com o resultado da semana anterior. O índice, divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas, foi o maior desde a primeira semana de junho, que foi de 0,61%. Alimentação e Transportes foram os principais responsáveis pela aceleração do IPC-S na primeira semana de outubro.
Os dois grupos de despesa responderam por mais de 80% do crescimento do índice. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal tem preços colhidos nas 12 principais capitais brasileiras. O IPC-S é composto por 450 produtos e serviços, reunidos em sete classes que refletem as despesas das famílias com renda mensal de um a 33 salários mínimos.