Rio de Janeiro, 19 de Abril de 2026

Analistas prevêem ciclo de crescimento acelerado no país

Se o ritmo atual da economia no mundo se mantiver estável este ano, principalmente pelo impulso dado pelas economias norte-americana e chinesa, os maiores beneficiados serão as economias emergentes, como o Brasil. Essa é a avaliação do Relatório de Inflação do Banco Central, divulgado nesta quinta-feira. (Leia Mais)

Quinta, 30 de Março de 2006 às 10:00, por: CdB

Se o ritmo atual da economia no mundo se mantiver estável este ano, principalmente pelo impulso dado pelas economias norte-americana e chinesa, os maiores beneficiados serão as economias emergentes, como o Brasil. Essa é a avaliação do Relatório de Inflação do Banco Central, divulgado nesta quinta-feira.

"As economias emergentes continuaram se beneficiando do cenário global favorável, traduzido em expansão das exportações e em ampla liquidez financeira. Para 2006, espera-se a manutenção do ritmo de expansão da economia mundial, com moderado arrefecimento em algumas regiões, possivelmente compensado por melhor desempenho econômico na área do euro", diz o documento.

Apesar do otimismo, o BC alerta para os riscos relacionados à volatilidade dos preços do petróleo e ao mercado de imóveis nos EUA, que apresenta sinais de desaquecimento. Além disso, há incertezas sobre a política monetária das principais economias mundiais - EUA, região do euro e Japão.

"O Copom continuará monitorando esse componente do cenário internacional atentamente, mas, por ora, permanece atribuindo baixa probabilidade a um cenário de deterioração significativa nos mercados financeiros internacionais, capaz de comprometer as condições de financiamento do país, ainda mais em face ao aumento progressivo da capacidade de resistência da economia brasileira a choques externos', destacou o BC.

Esse aumento da capacidade de resistência a choques é traduzida pela redução da percepção do risco do Brasil, que está abaixo dos 300 pontos. Isso foi possível, de acordo com o relatório, devido ao desempenho do Brasil no comércio exterior - com elevados superávits comerciais -, 'geração de superávits primários adequados', redução da inflação e melhora do perfil da dívida pública interna.

Preço da gasolina

Embora os preços internacionais do petróleo estejam sempre em ascendência, o BC mantém a expectativa de que o preço da gasolina não sofrerá aumentos durante 2006. Isso porque a autoridade monetária prevê um recuo nos preços após o aumento causado pela redução de 25% para 20% na mistura de álcool na gasolina.

'A recente alteração na composição da gasolina poderá determinar a curto prazo ligeira elevação dos preços dos combustíveis, que tenderá a se reverter ao longo do ano. Em princípio, o Copom continua trabalhando com um cenário que não contempla elevação dos preços domésticos da gasolina no acumulado de 2006', avaliou.

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