Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Analistas ouvidos em boletim do BC preveem PIB ainda menor

Segunda, 28 de Julho de 2014 às 10:03, por: CdB
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Apesar dos esforços da equipe econômica, inflação segue em alta e o crescimento do PIB diminui
Depois de o Banco Central (BC) ter explicitado que não reduzirá os juros, economistas de instituições financeiras mantiveram a perspectiva de Selic a 11% em 2014 e a 12% em 2015, e reduziram a projeção para a inflação neste ano. Em contrapartida, preveem um número ainda menor para o crescimento da economia, neste ano. Pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira continua mostrando expectativa de que novo ciclo de aperto monetário só começará em janeiro de 2015, com alta de 0,25 ponto percentual, inalterado sobre a semana anterior. Para o Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, o Focus mostrou que a expectativa continua sendo de Selic a 11% neste ano, mas para 2015 a expectativa foi reduzida a 12%, contra 12,25% anteriormente. O levantamento veio após o BC mostrar, por meio da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada na quinta-feira passada, que o cenário não contempla queda dos juros, em meio ao cenário de inflação elevada. Os agentes econômicos consultados no Focus reduziram a projeção para o IPCA em 2014 em 0,03 ponto percentual, a 6,41%. Com isso, a expectativa se afasta um pouco mais do teto da meta do governo, que é de 4,5% com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos, onde tem girado recentemente. Na ata, o BC também piorou seu cenário sobre a inflação, informando que pelo cenário de referência a projeção para a inflação de 2014 e de 2015 foi elevada sobre o valor do documento anterior e permanece acima do centro da meta. Mas manteve em 5% sua projeção para a alta nos preços administrados neste ano, mesma perspectiva dos economistas consultados na pesquisa Focus. Para 2015, a perspectiva mediana no Focus para o IPCA foi elevada a 6,21%, contra 6,12%. Para os próximos 12 meses, houve ajuste de 0,01 ponto percentual para baixo, a 5,94%. O Top-5 de médio prazo, por sua vez, passou a ver a inflação abaixo do teto da meta este ano, a 6,39%, contra 6,51% na pesquisa anterior. Mas para 2015 manteve a projeção de 6,75%. Perda de fôlego Ao mesmo tempo em que o país enfrenta inflação elevada, a atividade econômica mostra contínua perda de fôlego. A projeção dos economistas agora para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 é de 0,90%, contra 0,97% anteriormente, nona semana seguida de redução. No ano passado, o PIB cresceu 2,5%. Para a indústria, que vem pesando com força sobre a economia, foi mantida a perspectiva de contração de 1,15%. Já em relação a 2015, a projeção para o crescimento do PIB permaneceu em 1,50%, com a estimativa de crescimento da indústria ainda em 1,70%.
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