Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Analistas financeiros voltam a apostar em PIB ainda mais alto este ano

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam maior crescimento da economia neste ano. A estimativa para a elevação do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, neste ano, subiu de 5,81% para 6%. Para 2011, foi mantida a expectativa de expansão de 4,50%. (Leia Mais)

Segunda, 26 de Abril de 2010 às 08:58, por: CdB

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam maior crescimento da economia neste ano. A estimativa para a elevação do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, neste ano, subiu de 5,81% para 6%. Para 2011, foi mantida a expectativa de expansão de 4,50%. As informações constam do boletim Focus, uma publicação do Banco Central (BC), divulgado às segundas-feiras.

Essas projeções para o crescimento econômico são importantes tanto para as empresas quanto para os trabalhadores. No caso das empresas, as estimativas servem como indicativo de qual será a demanda pelos seus produtos. Já para os trabalhadores, as projeções sobre o PIB têm a ver com a disponibilidade de emprego e até mesmo com as perspectivas salariais do mercado de trabalho.

Além da estimativa para o PIB, consta do boletim Focus a expectativa para a produção industrial, que neste ano deve ter crescimento de 9,50%, contra os 9,41% previstos anteriormente. Para o próximo ano, a previsão de expansão da produção industrial foi mantida em 5%.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi alterada de 41,20% para 41%, em 2010, e de 39,60% para 39,50%, em 2011. A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,80, neste ano, em em R$ 1,85, em 2011. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 10 bilhões para US$ 12 bilhões, neste ano, e de US$ 3,990 bilhões para US$ 5 bilhões, em 2011.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) neste ano, os analistas mantiveram a estimativa de US$ 50 bilhões. Para 2011, foi ajustada a projeção de déficit de US$ 60 bilhões para US$ 59,2 bilhões. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) caiu de US$ 39 bilhões para US$ 38 bilhões, neste ano. Para 2011, foi mantida a previsão de US$ 40 bilhões.

Juros mais altos

Os analistas consultados pelo BC esperam, ainda, uma elevação de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa nesta terça e termina na quarta-feira. Atualmente a Selic está em 8,75% ao ano. Para o final deste ano, a estimativa para a Selic subiu de 11,50% para 11,75% ao ano. Ao fim de 2011, a expectativa é de 11,25% ao ano, a mesma projeção anterior.

O Copom eleva a Selic quando considera que a economia está muito aquecida e com expectativa de aumentar a inflação. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o escolhido pelo governo para acompanhar a meta de inflação.

Na projeção dos analistas, o IPCA deve ficar em 5,41% neste ano, contra 5,32% previstos no boletim anterior. Essa é a 14ª elevação seguida da estimativa. Para 2011, foi mantida a expectativa de 4,80%. As estimativas para o índice estão, portanto, acima do centro da meta de inflação. O boletim Focus também traz projeções para outros índices de inflação. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) neste ano oscilou de 5,45% para 5,50% e foi mantida em 4,50% em 2011.

Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) a elevação na projeção foi de 7,33% para 8,01%, neste ano, e de 4,81% para 4,96%, em 2011. O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) deve fechar este ano em 8,03%, contra 7,99% previstos pelos analistas. Para 2011, não houve alteração na projeção (4,80%). A projeção para os preços administrados foi mantida em 3,60% neste ano e em 4,50% em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo, entre outros.

Tags:
Edições digital e impressa