Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

Analistas financeiros prevêem inflação mais alta este ano

Analistas de mercado financeiro voltaram a alterar a estimativa de inflação. De acordo com Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá chegar a 4,02% em 12 meses, contra 3,96% da previsão anterior. (Leia Mais)

Segunda, 10 de Dezembro de 2007 às 09:23, por: CdB

Analistas de mercado financeiro voltaram a alterar a estimativa de inflação. De acordo com Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá chegar a 4,02% em 12 meses, contra 3,96% da previsão anterior. O boletim reúne estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

Para 2007, a projeção para o índice que serve de parâmetro para as correções oficiais é de 4,10%, ante 3,96% da estimativa anterior. A previsão do IPCA para dezembro é de 0,40%, e para janeiro, de 0,41%. A projeção da inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) para este ano é de 6,89%, contra projeção anterior de 6,26%. Para o período de 12 meses, a estimativa subiu de 4,11% para 4,25%. Os analistas esperam que em dezembro esse índice chegue a 0,55% e em janeiro, a 0,40%.

Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), medido pela FGV, a previsão para 12 meses ficou em 4,44% (contra 4,22% da pesquisa anterior) e para o final do ano, em 6,37% (contra a última estimativa de 6,26%). Para os meses de dezembro e janeiro, a projeção ficou em 0,45%.  A inflação no mercado paulista, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe), referente a 2007, ficou em 3,90%, acima da perspectiva anterior (3,67%). A projeção para 12 meses ficou em 3,77%, contra 3,66% da estimativa anterior. Para dezembro, a projeção ficou em 0,35% e para janeiro, em 0,45%.

A estimativa para os preços administrados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, educação e outros) caiu de 2,25% para 2,20%, em 2007, e permaneceu em 3,65% para 2008.

Juros mais altos

Na opinião dos analistas de mercado financeiro, a taxa básica de juros, a Selic, no final de 2008 será de 10,50% e não mais 10,25%, como projeção da semana passada. A informação também consta do Boletim Focus. Semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, na última reunião deste ano, manter a Selic, em 11,25%. A nota à imprensa divulgada pelo BC diz que a decisão foi tomada "avaliando a conjuntura macroeconômica e o cenário prospectivo para a inflação".

Os analistas de mercado ouvidos pelo BC também alteraram a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país. Para 2007, a estimativa de crescimento é de 4,71%, 0,01 ponto percentual acima da projeção anterior. A perspectiva para o próximo ano foi mantida em 4,30%. A estimativa de relação entre dívida líquida do setor público e PIB subiu de 43,3% para 43,40% em 2007, com manutenção da projeção para 2008 em 42%. Isso significa que mais de 40% de tudo que o Brasil produz estará comprometido com o pagamento da dívida.

Os analistas ouvidos pelo BC mantiveram a projeção de entradas de investimento estrangeiro direto no setor produtivo em US$ 33 bilhões, em 2007, e US$ 25 bilhões, no próximo ano. Quanto ao saldo da balança comercial (exportações menos importações), a estimativa é de US$ 40,20 bilhões neste ano e de US$ 34,10 bilhões em 2008. A estimativa para saldo em conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior, caiu para US$ 7,20 bilhões para 2007, contra US$ 8,20 bilhões da projeção anterior, e para US$ 1,50 bilhão 2008, ante US$ 2 bilhões da estimativa da outra semana.

Para os especialistas consultados na pesquisa, o dólar deve manter o valor de R$ 1,75 ao final do ano e de R$ 1,80 em 2008.

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