O mercado financeiro manteve seu cenário para a economia e a taxa de juro do Brasil neste ano, mas piorou, ligeiramente, a expectativa para a produção industrial e para a inflação, segundo relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 permaneceu em queda de 0,50%. O cenário para 2010 foi mantido, apontando crescimento de 3,5%.
A estimativa para a taxa Selic no fim deste ano permaneceu em 8,75% e para 2010 foi mantida em 9,25%. A expectativa para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2009 teve leve alta para 4,42%, ante 4,40% na semana anterior, enquanto para 2010 teve um ligeiro ajuste para 4,33%, ante 4,32% na semana anterior. Os dois números estão abaixo do centro da meta perseguido pelo governo, de 4,50%.
O cenário para o câmbio no fim deste ano caiu para R$ 1,99 ante R$ 2 na semana anterior, e a expectativa para o final do próximo ano permaneceu em R$ 2. A estimativa para a produção industrial no ano foi reduzida para queda de 5,37%, ante declínio na semana passada de 5,04%.
Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central também elevaram a projeção para a relação entre dívida líquida do setor público e PIB de 39,95% para 40,40% neste ano. Para 2010, a previsão passa de 38,40% para 39,19%. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança do investidor de que o país é capaz de honrar seus compromissos.
A projeção para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 21,5 bilhões para US$22 bilhões. Para 2010, a expectativa foi ajustada de US$ 18 bilhões para US$ 19,5 bilhões. Para o déficit em transações correntes (registro das compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a projeção foi ajustada de US$ 16,2 bilhões para US$16 bilhões neste ano e mantida de US$ 22 bilhões em 2010. A estimativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 25 bilhões neste ano. Para 2010, a projeção de entrada desses recursos subiu de US$ 25,5 bilhões para US$ 26 bilhões.