Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Analistas de mercado voltam a derrubar a taxa de juros

Analistas de mercado consultados pelo Banco Central esperam um menor aperto monetário em 2010. Segundo o boletim Focus, publicação do Banco Central, distribuída sempre às segundas-feiras, a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, caiu de 9,50% para 9,25% ao ano. Para o final de 2009, não foi alterada a projeção de 9% ao ano. (Leia Mais)

Segunda, 25 de Maio de 2009 às 09:38, por: CdB

Analistas de mercado consultados pelo Banco Central esperam um menor aperto monetário em 2010. Segundo o boletim Focus, publicação do Banco Central, distribuída sempre às segundas-feiras, a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, caiu de 9,50% para 9,25% ao ano. Para o final de 2009, não foi alterada a projeção de 9% ao ano. Na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em junho, os analistas esperam que os juros básicos sejam reduzidos dos atuais 10,25% para 9,5%, a mesma estimativa há quatro semanas.

O BC usa a Selic como instrumento de controle da inflação. Quando a inflação está em alta, a instituição aumenta os juros, e reduz com quando está baixa. O Banco Central busca alcançar a meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para este e o próximo ano, a meta tem como centro 4,5% e margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite superior é de 6,5% e o inferior de 2,5%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o escolhido para a meta de inflação.

Segundo a projeção dos analistas, o IPCA deve fechar o ano em 4,33%, a mesma expectativa anterior. Para 2010, a previsão foi reduzida de 4,33% para 4,30%. Portanto, as estimativas estão abaixo do centro da meta.

A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 2,03% para 1,90% neste ano. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa caiu de 1,81% para 1,69%. No mercado paulista, o Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) passou de 4,32% para 4,33%. Para 2010, as projeções dos três índices foram mantidas em 4,5%.

A expectativa para os preços administrados em 2009 caiu de 4,38% para 4,35% e permanece em 4% para 2010. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).

Taxa de câmbio

Ainda segundo a estimativa dos analistas de mercado, a taxa de câmbio ao final deste ano caiu pela segunda semana seguida e passou de R$ 2,12 para R$ 2,10. Há quatro semanas, essa projeção era de R$ 2,25. A projeção para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) subiu de US$ 18,15 bilhões para US$ 20 bilhões este ano e de US$ 15 bilhões para US$ 15,1 bilhões, em 2010.

Para o déficit em conta corrente (resultado de todas as operações do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$ 18,90 bilhões para US$ 17,55 bilhões  neste ano. Em 2010, a previsão teve redução de US$ 22,65 bilhões para US$ 22,3 bilhões.

A projeção para o investimento estrangeiro direto no país (que se dirige ao setor produtivo e cria empregos) neste ano passou de US$ 22,02 bilhões para US$ 22,9 bilhões e permanece em US$ 25 bilhões em 2010.

Queda no PIB

Pela terceira semana seguida, caiu a projeção de analistas de mercado consultados pelo Banco Central para o desempenho da economia neste ano. A estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país passou de 0,49% para 0,53%. Para 2010, a projeção de crescimento do PIB permanece em 3,5% há 12 semanas. A estimativa para a queda na produção industrial neste ano também piorou: passou de 4,13% para 4,26%. Para o próximo ano, permanece a expectativa de crescimento de 4%.

Segundo o boletim, foi mantida a estimativa para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 39% neste ano e em 37,5% em 2010. Quanto menor essa relação, maior é a confiança do investidor estrangeiro de que o país é capaz de honrar seus compromissos.

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