Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Analistas de mercado passam a avaliar o PIB deste ano de forma positiva

Analistas de mercado consultados pelo Banco Central revisaram a projeção para a retração na atividade econômica neste ano. A estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 0,44% para 0,49%, retornando ao patamar de quatro semanas atrás. (Leia Mais)

Segunda, 18 de Maio de 2009 às 09:40, por: CdB

Analistas de mercado consultados pelo Banco Central revisaram a projeção para a retração na atividade econômica neste ano. A estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 0,44% para 0,49%, retornando ao patamar de quatro semanas atrás. Para 2010, os analistas mantiveram a projeção de crescimento do PIB em 3,5%, inalterada há 11 semanas. Eles também não alteraram a previsão de queda para a produção industrial neste ano (4,13%) e de crescimento de 4% em 2010, o mesmo percentual há 13 semanas seguidas.

Para a a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, a estimativa passou de 38,60% para 39% neste ano e de 36,75% para 37,50% em 2010. Quanto menor essa relação, maior é a confiança do investidor estrangeiro de que o país é capaz de honrar seus compromissos. Já o déficit em conta corrente (resultado de todas as operações do Brasil com o exterior), teve a estimativa reduzida de US$ 20 bilhões para US$ 18,9 bilhões neste ano. Em 2010, a previsão passou de US$ 23 bilhões para US$ 22,65 bilhões.

A estimativa dos analistas para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) subiu de US$ 17,5 bilhões para US$ 18,15 bilhões neste ano e foi mantida em US$ 15 bilhões, em 2010. A projeção para a entrada de investimento estrangeiro direto no país (que se dirige ao setor produtivo e cria empregos) neste ano passou de R$ 22,04 bilhões para US$ 22,02 bilhões e permanece em US$ 25 bilhões em 2010.

A expectativa para o valor do dólar caiu de R$ 2,20 para R$ 2,12 ao final de 2009 e permanece em R$ 2,20 para 2010.

Juros

Aqueles mesmos analistas de mercado reduziram a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2009 de 9,25% para 9% ao ano. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central com base em estimativas de analistas de mercado para os principais indicadores da economia.

Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para os dias 9 e 10 de junho, os analistas esperam que a Selic seja reduzida dos atuais 10,25% para 9,5% (queda de 0,75 ponto percentual), projeção mantida há três semanas. Com isso, o BC diminuiria o ritmo de corte da Selic, que foi de um ponto percentual em janeiro, em março e em abril.

A Selic é um instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a inflação está em queda, o BC reduz os juros básicos e aumenta quando ocorre o contrário. Segundo os analistas consultados, a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,36% para 4,33% neste ano e para 2010 caiu de 4,30% para 4,33%.

A meta de inflação estabelecida pelo governo com base no IPCA para este ano e o próximo é 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite inferior é de 2,5% e o superior é de 6,5%.

Inflação

Ainda segundo os analistas de mercado, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano caiu de 4,36% para 4,33%. Para 2010, houve aumento na projeção, de 4,30% para 4,33%. O IPCA mede a inflação oficial e é adotado pelo governo para fixar as metas de inflação do país. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 2,17% para 2,03% neste ano. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) a estimativa caiu de 1,92% para 1,81%. No mercado paulista, o Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) passou de 4,33% para 4,32%. Para 2010, as projeções dos três índices foram mantidas em 4,5%.

A projeção para os preços administrados em 2009 caiu de 4,40% para 4,38% e permanece em 4% para 2010. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros).

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