Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Analistas de mercado elevam expectativa de inflação

O mercado financeiro elevou a estimativa de inflação para 2010 e projetou novo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o boletim Focus, investidores e analistas de mercado projetaram para o final do ano uma inflação de 5,07%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segunda, 04 de Outubro de 2010 às 18:07, por: CdB
O mercado financeiro elevou a estimativa de inflação para 2010 e projetou novo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o boletim Focus, investidores e analistas de mercado projetaram para o final do ano uma inflação de 5,07%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na medição anterior, o IPCA do período era projetado em 5,05%. Já para o ano que vem, a projeção do mercado financeiro para a inflação pelo IPCA caiu de 4,94% para 4,92%. Para o crescimento da economia, a expectativa chegou a 7,55%. Antes, era de 7,53%. A taxa de câmbio em dezembro foi estimada em 1,75 e a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 10,75% ao ano na mesma comparação. A dívida líquida do setor público foi estimada para cima, passando para 40,75% contra os 40,70% do resultado anterior. O saldo da balança comercial apresentaria uma ligeira melhora pelos cálculos do mercado chegando a US$ 16 bilhões. Na sondagem anterior, o mercado financeiro tinha expectativa de US$ 15 bilhões de dólares. O resultado, porém, não alteraria o saldo em conta-corrente do Brasil que permaneceria com déficit de US$ 50 bilhões. Inflação As taxas de inflação medidas pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiram em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) no fechamento de setembro em relação àquelas verificadas na terceira prévia do mês. De acordo com o levantamento divulgado hoje (4), os preços aumentaram com mais intensidade em São Paulo (de 0,73% para 0,83%), capital com maior peso na formação do índice; Salvador (de 0,10% para 0,21%); Brasília (de 0,16% para 0,27%) e Rio de Janeiro (de 0,29% para 0,33%). Também houve acréscimo na taxa em Recife (de –0,36% para –0,14%), onde os preços caíram com menos força entre os dois levantamentos. As outras capitais apresentaram diminuição no IPC-S. Em Belo Horizonte, a taxa passou de 0,31% para 0,23%; e em Porto Alegre os preços caíram com mais vigor e o índice passou de –0,08% para –0,13%. A inflação medida pelo IPC-S fechou o mês com variação de 0,46%, ante 0,40% da pesquisa anterior e 0,17% da primeira prévia do mês. Com o resultado, que foi puxado pela alta nos alimentos (de 0,63% para 0,84%), a taxa acumulada no ano passou para 3,82% e, nos últimos 12 meses, para 4,36%. Em São Paulo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,53% em setembro, ante 0,17% em agosto, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta segunda-feira. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam elevação de 0,45%, segundo a mediana de 14 respostas que variaram de 0,41% a 0,48%.
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