Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Analistas de mercado acreditam que juros vão subir ao longo do ano

O mercado brasileiro aumentou seu prognóstico para a taxa básica de juro Selic neste ano, mas manteve o cenário tanto para o crescimento quanto para a inflação, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira. A estimativa para a Selic passou para 11%, ante 10,75% na semana anterior. (Leia Mais)

Segunda, 11 de Janeiro de 2010 às 12:03, por: CdB

O mercado brasileiro aumentou seu prognóstico para a taxa básica de juro Selic neste ano, mas manteve o cenário tanto para o crescimento quanto para a inflação, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira. A estimativa para a Selic passou para 11%, ante 10,75% na semana anterior.

A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do ano foi mantida em 5,20% e para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 4,50%, exatamente no centro da meta perseguida pelo governo, que tem tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Para 2009, o prognóstico para o PIB foi revisto para retração de 0,26%, ante queda de 0,24% no relatório anterior. A estimativa para a inflação do ano passado teve ligeiro ajuste para 4,29%, contra 4,28% na semana anterior.

Inflação maior

A inflação semanal avançou nas sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O maior aumento percentual foi em São Paulo, capital com maior peso na formação do índice global, cujo o IPC-S passou de 0,10% para 0,45%. Em Recife, a inflação também teve crescimento expressivo de 0,29% para 0,60%. No Rio de Janeiro e em Salvador, o índice passou de 0,48% para 0,71% e de 0,21% para 0,44%, respectivamente. O menor crescimento de preços foi registrado em Brasília. Na capital, o índice subiu 0,7 ponto percentual.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S), divulgado na última semana, teve aumento de 0,27 ponto percentual e ficou em 0,51%. Pressionou a inflação no período, o preço dos alimentos. Dos 21 itens pesquisados, 16 ficaram mais caros.

Preços em alta

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) atingiu 0,48% na primeira prévia de janeiro. A variação também ficou bem acima da registrada no fechamento de dezembro (0,18%). Cinco dos sete grupos pesquisados apresentaram acréscimos. Entre as maiores elevações estão alimentação, que reverteu a queda de dezembro (-0,24%) para uma alta de 0,44%; transportes com l,19% ante 0,43% e educação com 0,79% ante 0,10%.

Em habitação foi constatado aumento de 0,18%, superior ao do fechamento de dezembro ( 0,11%) e em saúde, de 0,31% ante 0,20% no período anterior. Nos demais grupos houve alta, porém, com variações inferiores às da apuração anterior: Vestuário passou de 0,81% para 0,34% e despesas pessoais, de 0,53% para 0,52%.

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