Rio de Janeiro, 16 de Abril de 2026

Analistas concordam que PIB deste ano está em ascendência

Economistas do setor privado, ouvidos por pesquisa do Banco Central, admitiram um tímido crescimento de 3,51% na soma das riquezas produzidas no país ao longo de 2006. Nos 13 meses anteriores (52 semanas), eles apostaram que a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) não passaria de 3,5%. (Leia Mais)

Segunda, 08 de Maio de 2006 às 08:37, por: CdB

Economistas do setor privado, ouvidos por pesquisa do Banco Central, admitiram um tímido crescimento de 3,51% na soma das riquezas produzidas no país ao longo de 2006. Nos 13 meses anteriores (52 semanas), eles apostaram que a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) não passaria de 3,5%. A nova perspectiva de crescimento, no entanto, ainda continua muito distante da projeção de 4% do próprio Banco Central e da expectativa de 4,5% anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, a projeção de crescimento da produção industrial no ano manteve-se em 4,5%, com perspectiva de igual índice para 2007.

Não houve, portanto, nenhuma alteração na projeção de relação entre dívida líquida do setor público e PIB, que deve encerrar o ano em 50,5%. Ou seja, a dívida seria equivalente a mais da metade de todo a produção nacional. A pesquisa semanal do BC é realizada com uma centena de especialistas de mercado para avaliar as tendências dos principais indicadores da economia. A consulta atual revela calma nas perspectivas de mercado.

Houve uma leve melhora na expectativa de entrada de investimento estrangeiro direto (IED), que era de US$ 15,06 bilhões e passou para US$ 15,4 bilhões neste ano. A projeção de US$ 16,5 bilhões em 2007 caiu para US$ 16,3 bilhões. Os analistas de mercado reduziram levemente, para US$ 40,32 bilhões, a projeção de saldo comercial (exportações menos importações) deste ano e mantiveram a expectativa de US$ 36 bilhões para o saldo no ano que vem. Também permanecem com a estimativa de US$ 9 bilhões para o saldo de conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior.

São projeções que, de acordo com o cenário de mercado, apostam no valor máximo de R$ 2,20 para a cotação do dólar no final de 2006 e valorização de R$ 2,33 no final de 2007. Elas consideram, ainda, que a taxa básica de juros (Selic), atualmente de 15,75% ao ano, deve cair para 14% ainda neste ano (13% no ano que vem).

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