Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Analistas apostam em dólar ainda menor para o ano que vem

A expectativa de analistas do mercado financeiro para a cotação do dólar ao final deste ano caiu de R$ 1,75 para R$ 1,70, segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Para o final de 2011, a projeção permanece em R$ 1,80 há quatro semanas. O dólar subiu 0,18% e fechou em R$ 1,666, na última sexta-feira.

Segunda, 18 de Outubro de 2010 às 15:38, por: CdB
A expectativa de analistas do mercado financeiro para a cotação do dólar ao final deste ano caiu de R$ 1,75 para R$ 1,70, segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Para o final de 2011, a projeção permanece em R$ 1,80 há quatro semanas. O dólar subiu 0,18% e fechou em R$ 1,666, na última sexta-feira. Nos últimos dias, o real tem se valorizado em relação ao dólar. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o motivo é a forte entrada de dólares no país por conta da capitalização da Petrobras. Na sexta-feira, Mantega afirmou que o governo poderá anunciar novas medidas para conter a valorização excessiva do real. Mas, por enquanto, o ministro acredita que é importante observar os efeitos das medidas já adotadas, como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), para aplicações em renda fixa por estrangeiros, além de mais espaço para o Tesouro Nacional comprar dólares para quitar parcelas da dívida externa. O boletim Focus também traz a previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações), que permanece em US$ 15,85 bilhões, este ano, e foi alterada de US$ 9,5 bilhões para US$ 9 bilhões, em 2011. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), neste ano, a projeção permanece em US$ 50 bilhões. Para 2011, a estimativa de déficit passou de US$ 61,48 bilhões para US$ 62 bilhões. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) permanece em US$ 30 bilhões, este ano. Para 2011, subiu de US$ 37 bilhões para US$ 38 bilhões. Brasil cresce Os mesmos analistas do mercado financeiro consultados pelo BC mantêm há duas semanas a estimativa para o crescimento da economia este ano. A expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, está em 7,55%. Para 2011, a expectativa de crescimento do PIB (4,5%) não é alterada há 45 semanas. A expectativa deles para a expansão da produção industrial este ano passou de 11,35% para 11,30%. Para 2011, permanece em 5,20%. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 40,75% para 40,94%, em 2010, e de 39,50% para 39,67%, em 2011. Ainda segundo o boletim do BC, os economistas esperam a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, no patamar de 10,75% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), marcada para estas terça e quarta-feiras. Para os analistas, a Selic, instrumento de controle da inflação, também não deve ser alterada na última reunião do ano, nos dias 7 e 8 de dezembro. O Copom eleva os juros para estimular a poupança e conter a expansão excessiva da demanda. O comitê também pode não mexer nos juros básicos quando acredita que o patamar da taxa é suficiente para gerar equilíbrio entre o que se produz, o que se compra e os preços. Pode ainda reduzir a taxa Selic se o objetivo for aquecer o mercado consumidor e estimular a atividade econômica. Segundo o boletim, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar acima do centro da meta de inflação (4,5%) neste ano e em 2011, na avaliação dos analistas. Mas a expectativa está abaixo do limite superior de 6,5%. A projeção para o IPCA neste ano está em 5,20%, contra 5,15% da semana passada. Essa estimativa tem crescido nos últimos dias. Há quatro semanas, a projeção era de 5,01%. Para 2011, a expectativa para o IPCA oscilou de 4,98% para 4,99%. Essa estimativa era de 4,95% há quatro semanas, e. O relatório também traz projeções para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A previsão referente a esse índice passou de 9,64% para 9,68%, neste ano, e de 5,08% para 5,14%, em 2011. A expectativa para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) oscilou de 9,57% para 9,73%, em 2010, e de 5,07% para 5,25%, no próximo ano. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), neste ano, passou de 5,24% para 5,33%. Para 2011, subiu de 4,63% para 4,66%. A expectativa dos analistas para os preços administrados caiu de 3,53% para 3,50%, em 2010, e de 4,75% para 4,70%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.
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