Analistas aumentaram a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, soma de todos os bens e serviços produzidos no país, depois da divulgação na última semana do crescimento da economia de 6% no primeiro semestre de 2008, em comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com o boletim Focus, publicação semanal do Banco Central, elaborada com base em expectativas de analistas de mercado sobre os principais indicadores da economia, a estimativa para o PIB do ano passou de 4,80% para 5,01%. Para o próximo ano, no entanto, a expectativa permanece em 3,60% há duas semanas.Com relação à produção industrial, os analistas mantiveram a projeção de crescimento de 5,65% para este ano de 4,20% para 2009.
Os analistas também não mudaram a expectativa para a taxa de câmbio ao final de 2008 (US$1,65) e de 2009 (US$ 1,75). A estimativa para o superávit comercial caiu de US$ 23,73 bilhões para US$ 23,60 bilhões este ano, e de US$ 13,75 bilhões para US$ 13 bilhões em 2009. Para o déficit em transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior), a projeção subiu de US$ 27,35 bilhões para US$ 28 bilhões este ano e foi ajustada de US$ 34,80 bilhões para US$ 34 bilhões em 2009.
Os analistas aumentaram a expectativa para o investimento estrangeiro direto de US$ 34,5 bilhões para US$ 34,6 bilhões em 2008, e alteraram a estimativa de US$ 30 bilhões para US$ 30,37 bilhões para o próximo ano. Com relação à taxa básica de juros, a Selic, os analistas mantiveram a projeção de 14,75% ao final deste ano e de 13,75% ao fim de 2009.
Inflação
Ainda de acordo com o boletim Focus, depois de oito semanas consecutivas inalterada, a projeção de analistas de mercado para a inflação em 2009 teve uma leve redução. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5% para 4,99% no ano. Para este ano, as estimativas de inflação vêm caindo há sete semanas. Agora, passou de 6,27% para 6,26%. A meta de inflação estabelecida pelo governo para 2008 e 2009 é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os analistas já chegaram a projetar inflação acima do limite superior da meta (6,5%), mas reduziram as projeções quando os índices deram sinais de recuo.
No mercado paulista, a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) da Universidade de São Paulo (USP) permanece em 6,41% em 2008, e foi ajustado de 4,67% para 4,70% em 2009. Os analistas reduziram as projeções para o mercado atacadista neste ano. A estimativa para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) recuou de 10,27% para 10%. No caso do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa passou de 10,35% para 10,20% neste ano.
Para os analistas, o IGP-M deve chegar ao final de 2009 em 5,40%, ante os 5,50% previstos na última semana, enquanto o IGP-DI deve ficar em 5,20%, a mesma projeção anterior. Com relação aos preços administrados (tarifas de serviços públicos, combustíveis, remédios etc), a projeção caiu de 3,79% para 3,72%, neste ano. Para 2009, a estimativa passou de 5,10% para 5,13%.