Pela segunda semana consecutiva, analistas das instituições financeiras ouvidos pela pesquisa Focus, do Banco Central, reduziram a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. A mudança ocorre após o BC elevar as taxas de juros por nove meses consecutivos e indicar, na ata da última reunião, que pode elevar a taxa Selic na reunião de junho.
Segundo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, os analistas esperam que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) chegue ao fim do ano em 6,35%, ante 6,38% na semana passada. Esse valor está acima do objetivo do BC, que é uma inflação medida pelo IPCA de 5,1% em 2005. Para o próximo ano, a expectativa do mercado foi mantida em 5%. A meta de inflação em 2006 é de 4,5%.
Na última reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom), a taxa básica de juros da economia, a Selic, foi elevada para 19,75%. A autoridade monetária eleva os juros para tentar controlar a inflação. A previsão para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve uma pequena queda e passou de 6,34% para 6,30%. Para o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), a previsão caiu para 6,44%, era de 6,57%.
Ainda segundo o boletim Focus, a taxa Selic deverá cair para 18% até o final do ano. A mesma previsão da semana anterior. Para o ano que vem, a previsão da Selic foi mantida em 15,5% ao ano.
Exportações
Segundo previsões do Ministério do Desenvolvimento, a previsão de superávit comercial - saldo positivo entre exportações e importações - foi mantida em US$ 35 bilhões. Para o ano que vem, os analistas esperam que a balança comercial tenha um saldo de US$ 29 bilhões, ante US$ 28,93 bilhões. Sobre o crescimento da economia, os analistas mantiveram a previsão de que o PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas por uma país) cresça 3,5% neste ano. O número é o mesmo para a projeção do ano que vem.
Para a produção industrial, a expectativa é que ela cresça 4,27% neste ano. A previsão anterior era de um crescimento de 4,39%.