Rio de Janeiro, 24 de Maio de 2026

Analistas acreditam em redução na taxa de juros

Pela segunda semana consecutiva, analistas das instituições financeiras ouvidos pela pesquisa Focus, do Banco Central, reduziram a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. A mudança ocorre após o BC elevar as taxas de juros por nove meses consecutivos e indicar, na ata da última reunião, que pode elevar a taxa Selic na reunião de junho. (Leia Mais)

Segunda, 30 de Maio de 2005 às 06:14, por: CdB

Pela segunda semana consecutiva, analistas das instituições financeiras ouvidos pela pesquisa Focus, do Banco Central, reduziram a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. A mudança ocorre após o BC elevar as taxas de juros por nove meses consecutivos e indicar, na ata da última reunião, que pode elevar a taxa Selic na reunião de junho.

Segundo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, os analistas esperam que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) chegue ao fim do ano em 6,35%, ante 6,38% na semana passada. Esse valor está acima do objetivo do BC, que é uma inflação medida pelo IPCA de 5,1% em 2005. Para o próximo ano, a expectativa do mercado foi mantida em 5%. A meta de inflação em 2006 é de 4,5%.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom), a taxa básica de juros da economia, a Selic, foi elevada para 19,75%. A autoridade monetária eleva os juros para tentar controlar a inflação. A previsão para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve uma pequena queda e passou de 6,34% para 6,30%. Para o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), a previsão caiu para 6,44%, era de 6,57%.

Ainda segundo o boletim Focus, a taxa Selic deverá cair para 18% até o final do ano. A mesma previsão da semana anterior. Para o ano que vem, a previsão da Selic foi mantida em 15,5% ao ano.

Exportações

Segundo previsões do Ministério do Desenvolvimento, a previsão de superávit comercial - saldo positivo entre exportações e importações - foi mantida em US$ 35 bilhões. Para o ano que vem, os analistas esperam que a balança comercial tenha um saldo de US$ 29 bilhões, ante US$ 28,93 bilhões. Sobre o crescimento da economia, os analistas mantiveram a previsão de que o PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas por uma país) cresça 3,5% neste ano. O número é o mesmo para a projeção do ano que vem.

Para a produção industrial, a expectativa é que ela cresça 4,27% neste ano. A previsão anterior era de um crescimento de 4,39%.

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