Os advogados de defesa dos suspeitos de integrar uma quadrilha de venda de sentenças judiciais revelada pela Operação Anaconda protestaram ontem contra a demora ao acesso ao teor das denúncias. Somente 28 dias depois do começo das acusações os advogados puderam ver o material.
O processo estava "sob sigilo" até para as nove pessoas presas na Polícia Federal em São Paulo. Nesta segunda-feira, com o procedimento de 662 páginas em mãos, os advogados explicaram que devem começar a traçar uma estratégia de defesa para seus clientes.
O criminalista Alberto Zacharias Toron, advogado contratado pelo juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, preso pela Polícia Federal na última sexta, disse que estuda o pedido de um habeas-corpus para seu cliente, mas "ainda não há nada definido".