Calçando sapatos de praia, Amyr faz graça no palco do Market Place of Innovations, pavilhão B do Transamérica Expo Center em São Paulo, na manhã desta sexta-feira, primeiro dia de funcionamento da Ecogerma 2009. A feira de negócios que também abriga o Congresso de Tecnologias Sustentáveis, acontece até domingo, na capital paulista.
– Não uso paletó nem sob ameaça de metralhadora – conta, divertido.
Amyr diz ter aprendido em suas viagens que a importância da tecnologia não se traduz necessariamente pelo uso de produtos de ponta. O que vale mesmo é saber usar o conhecimento. O seu aprendizado em tecnologia levou 25 anos até que ele ousou passear com suas filhas pela Antártica em uma canoa.
– Com o conhecimento disponível ilimitado de hoje, o uso que conseguimos fazer dele é muito pequeno. Empresas que persistem na inovação estão fadadas ao sucesso – comenta o navegador, entre uma paisagem deslumbrante e um novo “causo”.
Abertura
O Ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e a Ministra de Educação e Pesquisa da Alemanha, Dra. Annette Schavan, abriram a Ecogerma 2009, no início da noite passada. Na coletiva de imprensa que precedeu a abertura, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, Dr. Rolf-Dieter Acker, informou que o evento deve gerar R$ 200 milhões em negócios nas áreas de energia, tecnologias ambientais, infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento, indústria e bens de consumo.
A Ecogerma conta com 150 expositores de diferentes segmentos, além de sete ministérios alemães, dois ministérios e órgãos públicos brasileiros e deve receber mais de 20 mil visitantes nos quatro dias de evento. Durante a abertura da Ecogerma 2009, o Ministro Sergio Rezende e a Ministra Annette Schavan assinaram dois acordos de cooperação na área de sustentabilidade. O primeiro implica na construção de cinco torres para o monitoramento das mudanças climáticas na região da Floresta Amazônica.
– Enquanto o Brasil entra com seu conhecimento e pesquisas na região, a Alemanha será responsável pela construção das torres, tecnologia e know how nas áreas de meio ambiente e climatologia – explica Sergio Rezende, acrescentando que “este acordo é inédito, pois essas áreas não haviam sido monitoradas até então”.
O segundo acordo é um “Diálogo Permanente para o Apoio à Pesquisa e Inovação na Área de Desenvolvimento Sustentável”. Na próxima quarta-feira, dia 18 de março, haverá a primeira reunião para estabelecer o plano de ação deste acordo, com a presença de representante dos Ministérios de Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores do Brasil e do Governo alemão.