São ditadas por interesses geo-políticos e econômicos (os quais me refiro na nota acima), as razões que levam as potências ocidentais a amplificarem a influência religiosa da Irmandade no Egito, por exemplo, na revolta popular e os riscos de governos teocráticos assumirem o país. Potências, aliás, que sustentam as ditaduras do Norte da África e do Oriente Médio.
O que temem, na verdade, é a perda da influência política e econômica na região e o fim da cumplicidade dos atuais governos com a política norte-americana para com ao Oriente Médio, particularmente com relação ao Iraque, Irã e a Palestina.
Eis aí a chave da questão. Toda política externa e toda ajuda militar e sustentação política aos regimes ditatoriais do Magreb (região em que se concentram os mais pobres países do Norte da África, ditaduras praticamente sem exceção) e Oriente Médio sempre buscaram evitar o surgimento de uma potência média na região - como é o caso do Irã - que colocasse em risco a hegemonia americana e o papel de Israel.