Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Ampliam-se as dúvidas na área estratégica dos transportes

Quinta, 07 de Julho de 2011 às 05:13, por: CdB

Aeroporto Congonhas e Ferrovia dos Carajás Crescem, a cada dia, as dúvidas em duas áreas estratégicas para o país e seu crescimento econômico continuado, aeroportos e ferrovias. Os modelos de concessão simplesmente não avançam. Vão e voltam.

Na questão dos aeroportos, vital não só pela realização, nos próximos anos, de dois dos maiores eventos mundiais sediados no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, mas para atender a crescente e continuada demanda interna, parece que não há consenso no governo sobre o modelo.

Na prática, o que se vê? Querem fazer concessões de faz de conta e manter a INFRAERO desempenhando o mesmo papel que tem hoje, o que é impossível.

Resultado: confusões e desencontro de informações, como o recentemente registrado em relação ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante (Natal-RN), cuja conclusão chegou a ser considerada inviável até a Copa e, depois, o governo precisou sair a campo para garantir que as obras estarão concluídas até o 1º semestre de 2014.

Trem de Alta Velocidade


No caso das ferrovias, o novo modelo de concessões simplesmente emperrou. Não sai. Enquanto isso, na questão do Trem de Alta Velocidade (TAV), ligação Rio-Campinas-São Paulo, ninguém entende o que realmente acontece - se é falta de interesse dos investidores e construtores, ou se são falhas no projeto, em seus custos e riscos, já que, do ponto de vista da engenharia e técnica, não há o que temer.

O fato é que a licitação do TAV já foi marcada e adiada pelo menos meia dúzia de vezes. Temos condições de construir quantos TAVs forem necessários - solução adotada, aliás, cada vez mais frequentemente em todo o mundo para as ligações entre grandes megalópoles e entre grandes conglomerados urbanos.

A questão, então, parece ser política. Pegando o caso dos aeroportos, as perguntas que ficam são: o que realmente queremos? Dar as concessões e fiscalizar regulando o setor, ou manter o atual modelo que não se sustenta?

 

Foto: Montagem do Blog/ Valter Campanato/ ABr e Fernando Cunha/ Wikipédia

 

Tags:
Edições digital e impressa