Líderes africanos consideravam na última quarta-feira a possibilidade de ampliar o mandato de uma tropa da União Africana a ser enviada para a turbulenta região de Darfur, no Sudão, para proteger mais de 1 milhão de civis negros de uma milícia árabe.
O Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) já recomendou o envio de 300 soldados armados para Darfur, a fim de proteger os 60 funcionários do bloco que fiscalizam uma precária trégua firmada em abril pelo governo sudanês e os rebeldes.
Sob essa recomendação, os soldados também deveriam patrulhar os superlotados campos de refugiados e as áreas fronteiriças com o Chade, para dar confiança a centenas de milhares de pessoas vitimadas por saques, incêndios e outras atrocidades cometidas pela milícia Janjaweed, no Sudoeste sudanês.
Mas nesta quarta-feira os líderes africanos, reunidos numa cúpula na Etiópia, lançaram uma nova proposta, pela qual as tropas da UA teriam o mandato expresso para proteger civis. Isso abre a possibilidade de confrontos com a milícia, que, segundo grupos de direitos humanos, recebeu armas do governo nacional. Cartum nega essa acusação e diz que está desarmando a milícia.
Ampliação de mandato militar em Darfur é debatida pela União Africana
Quarta, 07 de Julho de 2004 às 23:35, por: CdB