Rio de Janeiro, 27 de Março de 2026

Amorim: Resgate de brasileiros exigiu esforço redobrado

A missão diplomática do governo para retirar do Líbano os brasileiros que estavam nas áreas de conflito com Israel foi uma operação difícil e complexa, mas muito positiva. A avaliação é do ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, nesta quarta-feira. (Leia Mais)

Quarta, 27 de Setembro de 2006 às 10:39, por: CdB

A missão diplomática do governo para retirar do Líbano os brasileiros que estavam nas áreas de conflito com Israel foi uma operação difícil e complexa, mas muito positiva. A avaliação é do ministro das Relações Exteriores Celso Amorim. Ele lembrou que a missão trouxe ao Brasil mais de 3 mil pessoas, entre brasileiros, libaneses com cônjuges ou parentes no país, e estrangeiros de diferentes nacionalidades.

- Essa foi uma operação que nunca foi feita no Brasil e foi feita com tranqüilidade, com calma, com o mínimo de percalços. Foi surpresa até para os outros países. Não era fácil fazer com que os comboios transitassem por certas regiões do Líbano com direção à Síria ou à Turquia. A operação também exigiu contatos diplomáticos do mais alto nível - afirmou o ministro. De acordo com Amorim, houve dificuldades logísticas, financeiras e políticas na operação, exigindo grande esforço do governo brasileiro e do Itamaraty.

Amorim esteve na região em agosto para acompanhar a retirada dos brasileiros e afirmou que os trabalhos do governo brasileiro junto ao Líbano ainda não acabaram.

- Agora, com o auxílio da comunidade libanesa e com ações do governo, nós estaremos empenhados em ajudar e contribuir para a paz na região - disse.

Segundo ele, essa é uma tarefa que não dependerá somente do governo, mas do empenho dos parlamentares, da sociedade civil e das comunidades libanesas. Na noite desta terça-feira, o ministro foi homenageado pela comunidade libanesa no Brasil em cerimônia no Clube Monte Líbano, em São Paulo. Também participou do evento, o governador de São Paulo, Cláudio Lembo, elogiou a missão brasileira no Líbano, dizendo que "o Brasil tem tradição de respeitar e agir quando os direitos humanos são violados".

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