Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Amorim evita comentar prisão de dirigente boliviano

Terça, 16 de Setembro de 2008 às 16:26, por: CdB

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, não quis comentar a prisão do governador do departamento de Pando, Leopoldo Fernández, na manhã de hoje (16) por militares do Exército boliviano. Ele foi detido na sede do governo e levado para a cidade de La Paz.

Fernández é acusado pelo governo boliviano de genocídio, depois da morte de 30 camponeses nos últimos dias no departamento, que faz fronteira com o Acre, durante manifestações contra o governo de Evo Morales.

- Acabei de saber que houve uma prisão, uma acusação muito séria de genocídio. Não vou me pronunciar sobre assuntos internos da Bolívia, mas entendo que os tramites legais e jurídicos estão sendo respeitados - disse.

O ministro defendeu que é preciso ter respeito às instituições e à integralidade territorial da Bolívia.

- Acho que tem de haver respeito à lei, à democracia e disposição para o diálogo. Sem respeito à lei fica muito difícil ter diálogo, mas tendo respeito à lei, à democracia, entendendo que não se pode mudar a vontade do povo por meio de ações violentas. Acho que eles terão que dialogar e chegar às suas conclusões - disse.

Ao comentar a reunião de emergência da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), disse que foi uma demonstração de que o grupo de países está ativo.

- Acho que é uma demonstração de que a Unasul está ativa e que quer apoiar a democracia, quer apoiar o governo constituído de Evo Morales, quer que acabe com as ações violentas, especialmente a ocupação de prédios públicos, e pediu também uma investigação sobre o massacre em Pando - afirmou.

Tags:
Edições digital e impressa