Rio de Janeiro, 16 de Abril de 2026

Amorim elogia condução da crise com a Bolívia

Sexta, 05 de Maio de 2006 às 10:12, por: CdB

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, refutou, nesta manhã, cobranças de uma posição mais dura do governo diante da decisão do presidente Evo Morales de nacionalizar a indústria de gás da Bolívia. Para Amorim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agiu de maneira correta na reunião realizada nesta quinta-feira, em Puerto Iguazú, parte argentina da Tríplice Fronteira, com os presidentes Evo Morales, da Bolívia, Néstor Kirchner, da Argentina, e Hugo Chávez, da Venezuela.

- O presidente disse Lula disse com toda a franqueza tudo o que tinha que dizer, obteve respostas favorecendo o diálogo - afirmou. Amorim ressaltou que o acordo firmado ontem foi importante porque garantiu o fornecimento do gás boliviano ao Brasil.

Sobre a discussão em torno dos preços do produto, o ministro disse que a declaração aprovada ontem deixa claro que os termos têm que ser compatíveis com os empreendimentos. Segundo Amorim, os termos técnicos do acordo vão ser discutidos nos próximos 180 dias.

- Ali não era o lugar certo - disse.

O ministro atribui as críticas que vêm sendo feitas ao governo brasileiro a motivações políticas.

- Essas pessoas que reclamam dureza muitas vezes foram muito flexíveis e até excessivamente flexíveis com demandas de grandes potências. Isso tudo entra no meio da campanha eleitoral - afirmou, completando que o governo é tolerante a esse tipo de crítica.

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