Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, voltou a defender, nesta quinta-feira, a redução dos subsídios agrícolas praticados por países ricos. Segundo ele, essa é a melhor forma de contribuir para a diminuição dos fluxos migratórios de cidadãos de países pobres que buscam melhores condições de vida nos países desenvolvidos.
- Isso é que os países ricos têm que entender. A melhor maneira de diminuir a imigração é um bom resultado que favoreça os países em desenvolvimento na Rodada Doha. Quanto mais eles baixarem os subsídios agrícolas e menos fizerem reivindicações que impliquem sacrifício de empregos nos países pobres, menor vai ser o problema da imigração - disse Amorim, que participou no Rio de Janeiro da abertura da 1ª Conferência das Comunidades Brasileiras do Exterior.
O ministro citou o subsídio ao etanol como um dos que precisam ser reduzidos para evitar efeitos distorcidos no comércio internacional.
- Tem até candidato norte-americano que é contra os subsídios - acrescentou.
Ainda sobre a questão da imigração, Amorim disse que os países ricos precisam ter uma visão lúcida e de longo prazo. Afinal, segundo ele, a grande maioria dos imigrantes trabalham para o desenvolvimento das nações para onde vão, muitas vezes realizando atividades que as comunidades locais não querem fazer. O ministro, Amorim, que embarcou nesta tarde para Genebra (Suíça), disse estar esperançoso com a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC). Neste fim de semana, ele irá participar de encontros preparatórios para o evento.