O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o Brasil é adepto ao princípio da não-intervenção nos assuntos internos de outros Estados. Mas, explicou ele, essa não-intervenção não pode significar "indiferença". A afirmação foi feita pelo ministro ao comentar a proposta norte-americana de formar um grupo para tomar medidas que fortaleçam a aplicação da Carta Democrática Interamericana entre os países das Américas.
Em entrevista à imprensa, Amorim reforçou o apoio do governo brasileiro, com o fortalecimento da democracia e o cumprimento da Carta Democrática Interamericana, aprovada pelos 34 países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 2001. A carta reconhece que a democracia representativa é indispensável para a estabilidade, a paz e o desenvolvimento das Américas.
- Vemos que a principal ação é a que contribua para a maior inclusão social com base no desenvolvimento - destacou.
Sobre a situação na Bolívia, Amorim voltou a afirmar que o governo está acompanhando os fatos com preocupação.
- Mas cremos que cabe aos bolivianos encontrar os caminhos para solucionar as atuais dificuldades políticas que estão vivendo. Se neste processo precisarem de ajuda do Brasil, estamos prontos para ajudá-los, mas esta ajuda tem de partir deles - explicou.
Amorim participa em Fort Lauderdale, na Flórida, da 35ª Assembléia Geral da OEA.