Ao final da reunião desta quarta-feira da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Celso Amorim, disse que reafirmava a posição do governo brasileiro contrária aos atos criminosos praticados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), como seqüestros e narcotráfico. Ou seja, segundo Amorim, não nenhuma possibilidade de o governo compactuar com aquela organização, que abandonou um passado de ação política, "baseado em métodos questionáveis", em prol de ações criminosas.
- Não classificamos [formalmente] as Farc de grupo guerrilheiro, beligerante ou criminoso porque isso poderia atrapalhar nossas estratégias diplomáticas ou humanitárias - explicou o ministro, que foi convidado a falar na CRE sobre a atuação da diplomacia brasileira no recente conflito entre a Colômbia, o Equador e a Venezuela e também sobre os problemas enfrentados por brasileiros na Espanha.
Amorim disse que o Brasil aposta no diálogo como forma de se resolver a longo prazo os conflitos na América do Sul. No curto prazo, o Brasil pretende continuar afirmando o acerto das resoluções da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Grupo do Rio sobre os episódios e apóia a investigação que está sendo feita do ataque desferido contra guerrilheiros da Farc pela Colômbia em território equatoriano.
Amorim diz que governo aposta em investigação do ataque no Equador
Quarta, 12 de Março de 2008 às 14:48, por: CdB