O G 4 "está morto" na avaliação do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. O grupo formado por Brasil, Índia, Estados Unidos e União Européia vinha liderando as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), na tentativa de conciliar posições entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Ontem, insatisfeitos com as ofertas norte-americanas e européias apresentadas, Brasil e Índia suspenderam o diálogo.
- Agora que o G 4 está morto veremos o que podemos fazer em nível multilateral -, afirmou Amorim, em coletiva à imprensa na manhã de hoje, em Genebra.
- Acho que Estados Unidos e União Européia encontraram um nível de conforto mútuo, o que, naturalmente, supõe níveis mais baixos de ambições tanto em subsídios domésticos quanto em acesso a mercados nos países desenvolvidos -, avaliou.
Amorim destacou que fez questão de ir a Genebra para relatar o que ocorreu na reunião do G 4 aos demais membros da OMC.
- O Brasil sempre sentiu que estava lá não apenas representando a si mesmo, mas representando o G20 em termos de agricultura. Também tentamos expressar os sentimentos, os pontos de vista e as percepções dos países em desenvolvimentos -, justificou.
Apesar de decretar o fim do G 4, Amorim destacou aos jornalistas que não acha que a Rodada Doha, série de negociações da OMC, esteja morta ou mesmo "agonizando".
- Acho que houve um retrocesso, não há dúvidas quanto a isso -, avaliou.
- Agora cabe aos conjuntos de membros ver como podemos lidar com isso -, reiterou.
Amorim diz que G 4 está morto mas Rodada Doha continua
Sexta, 22 de Junho de 2007 às 18:58, por: CdB