Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Amorim critica monopólio nuclear

Terça, 15 de Junho de 2010 às 11:06, por: CdB

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, enfatizou na noite desta terça-feira, aqui em Genebra, a necessidade de se obter resultados concretos no desarmamento, durante sessão da Conferência do Desarmamento da ONU. Amorim criticou o monopólio de nuclearização exercido pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

O Brasil está assumindo a presidência da Conferência do Desarmamento da ONU. Em discurso inaugural, o chanceler Celso Amorim disse que a conferência tem sido marcada pelo fracasso.
O ministro criticou os países ocidentais pelo monopólio que tentam exercer sobre o nuclear e defendeu uma participação mais efetiva de países em desenvolvimento e de Estados não-nuclearmente armados nas decisões de segurança internacional.

– A governança global está sendo reconstruída. O mundo não pode ser gerido por pequenos grupos que se auto-intitulam tomadores de decisão. Em função das crises econômicas dos últimos anos, emerge o consenso de que a legitimidade e a eficácia nas relações internacionais demandam decisões tomadas de maneira democrática, com a participação de um grupo amplo e representativo de países – disse o ministro Amorim.

O chanceler citou a mediação feita pelo Brasil e a Turquia junto do Irã, para que o país persa tenha direito ao uso pacífico da energia nuclear.

Entrevistado, Amorim desmentiu as especulações da imprensa alemã de que o Brasil teria interesse em fabricar a bomba atômica. Amorim também minimizou as críticas da imprensa brasileira ao acordo tripartite fechado com o Irã, ressaltando que o compromisso foi bem recebido no exterior. 

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