Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Amorim chama embaixador suiço para explicar ataque a brasileira

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu para a área consular brasileira convidar o embaixador da Suíça no Brasil, Wilhelm Meier, para uma conversa sobre o caso da brasileira Paula Oliveira. Ela foi agredida por supostos neonazistas na última segunda-feira na cidade de Zurique. A expectativa, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, é de que o encontro entre Celso Amorim e Wilhelm Meier aconteça ainda nesta quinta-feira. (Leia Mais)

Quinta, 12 de Fevereiro de 2009 às 09:39, por: CdB

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu para a área consular brasileira convidar o embaixador da Suíça no Brasil, Wilhelm Meier, para uma conversa sobre o caso da brasileira Paula Oliveira. Ela disse ter sido agredida por supostos neonazistas na última segunda-feira na cidade de Zurique. As informações são da assessoria do Itamaraty. A expectativa, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, é de que o encontro entre Celso Amorim e Wilhelm Meier aconteça ainda nesta quinta-feira.

O Itamaraty informou ainda que o chanceler brasileiro pediu à consulesa do Brasil na Suíça, Vitória Cleaver, para que haja “empenho” e “rigor” na apuração dos fatos pela polícia no país. A assessoria confirmou ainda que Vitória já mantém contato com o pai de Paula.

A assessoria classificou a agressão à brasileira como “brutal”e informou que Paula se recupera bem. A polícia suíça deve divulgar na tarde de hoje um relatório sobre o caso.

Paula estava grávida de gêmeos e já obteve a confirmação, pelo hospital, de que perdeu os bebês. Agora, as investigações vão apontar se o aborto ocorreu antes ou após as agressões. No momento em que foi abordada pelos homens, Paula estaria falando ao telefone celular em português com a mãe – o que reforça a hipótese de que o crime tenha sido cometido por um grupo xenófobo.

Em entrevista à Rádio França Internacional, a consulesa brasileira disse que entrou em contato com a polícia na manhã de hoje e que os investigadores têm se mostrado “altamente cooperativos”, ao contrário do que relatou na quarta-feira a outros veículos de informação.

– Nos disseram que estão investigando, utilizando, inclusive, testemunhas que chamam de indiretas, mas que não podiam me dar maiores detalhes – disse.

Vitória não chegou a ver Paula porque a brasileira esteve, durante as últimas horas, sob cuidados médicos. A cônsul chegou a conversar com ela por telefone e a expectativa é que as duas se encontrem ainda nesta quinta.

– Justamente para que eu possa ver a extensão das feridas, porque ela foi muito cortada. Ela foi agredida na segunda-feira às 19h30. Soubemos disso às 12h20 do dia seguinte, por meio de uma chamada que veio do Brasil. Localizamos Paula no Hospital Universitário de Zurique –contou.

De acordo com o relato da consulesa, Paula aparentava estar “chocada” e “extremamente aterrorizada” durante o primeiro contato feito pela embaixada brasileira. Na quarta, já com a presença de familares na casa onde vive com o companheiro na Suíça, Vitória diz que Paula estava “tranqüila”.

– Combinamos que marcaríamos uma hora para vê-la e, com o pai, combinei que continuaria em contato estreito com a polícia porque evidentemente que eles estão interessados em elucidar o fato e nós também – disse.

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