Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

Amigos se despedem de Arthur da Távola na tarde deste sábado

O corpo do jornalista, escritor e ex-senador Artur da Távola, velado no Palácio Tiradentes, sede da Assembléia Legislativa do Rio durante toda a manhã, foi enterrado à no Cemitério São João Baptista, em Botafogo, Zona Sul do Rio. (Leia Mais)

Sábado, 10 de Maio de 2008 às 13:17, por: CdB

O corpo do jornalista, escritor e ex-senador Artur da Távola, velado no Palácio Tiradentes, sede da Assembléia Legislativa do Rio durante toda a manhã, foi enterrado à no Cemitério São João Baptista, em Botafogo, Zona Sul do Rio. Ele morreu na tarde desta sexta-feira, aos 72 anos, vítima de complicações cardíacas, em sua residência, no bairro do Leblon.

Carioca, nascido em 1936, Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros adotou o pseudônimo Artur da Távola, uma homenagem ao Rei Artur da Távola Redonda, em 1968, quando a convite de Samuel Wainer, começou a escrever uma coluna sobre televisão no jornal Última Hora. Na época, Paulo Alberto havia voltado do exílio no Chile. Ele teve cassado seu mandato de deputado estadual  para o qual foi eleito em 1962 pela ditadura militar. Mais tarde, a coluna sobre TV passou a ser publicada no jornal O Globo. Artur da Távola também publicou 23 livros, em sua maioria crônicas e estudos sobre televisão e música..

Paulo Alberto formou-se em Direito, mas logo começou a trabalhar como jornalista. Foi colunista de vários jornais, dirigiu publicações da editora Bloch e manteve programas de música clássica e popular brasileira nas rádios MEC e Senado. Ultimamente, dirigia a Rádio Roquette Pinto, do governo fluminense.

A volta à política foi nos anos 80. Em 1986, ele foi o deputado do PMDB fluminense mais votado para a Assembléia Nacional Constituinte. Durante o processo de elaboração da Constituição, defendeu alterações na legislação reguladora das concessões de canais de TV, para facilitar a criação de emissoras vinculadas à sociedade civil. Deixou o partido para fundar o PSDB, pelo qual foi eleito senador em 1994, cumprindo um mandato de oito anos. Em 2003, foi secretário de Cultura do município do Rio de Janeiro.

O governador Sergio Cabral decretou luto de três dias pela morte do ex-senador. Em nota divulgada pela assessoria de comunicação do governo do Rio, Cabral afirma que “Artur da Távola prestou grandes serviços ao jornalismo e à vida pública brasileira. O Rio de Janeiro e o Brasil sentirão saudades de Artur da Távola”.

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