Amigos do estudante Cristiano Rispoli Barros, de 25 anos, assassinado no último sábado por PMs durante uma blitz no Engenho Novo, fizeram uma manifestação na manhã desta terça-feira contra a morte do rapaz. O protesto aconteceu em frente à igreja São Francisco Xavier.
Cristiano, que fazia parte do grupo jovem da igreja foi morto com um tiro na nuca por policiais militares que alegaram que ele não parou na blitz. Após a manifestação na porta da igreja amigos e familiares depositaram flores no local onde Cristiano foi assassinado.
Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que investigam o caso, não encontraram vestígios de pólvora nas mãos do estudante. De acordo com os PMs envolvidos no caso, Cristiano teria atirado com um revólver 38 em direção à patrulha. Dois policiais militares que patrulhavam a área disseram que o rapaz vinha em alta velocidade quando bateu em um muro. Depois do acidente, sem poder ver os passageiros por causa dos vidros escuros, os policiais militares teriam mandado o motorista sair.
Em depoimento, os policiais disseram que Cristiano teria tentado arrancar com o carro e que, neste momento, teriam ouvido o barulho de um tiro. Os policiais atiraram contra o carro baleando o rapaz na cabeça. Na delegacia, os PMs disseram que encontraram um revólver ao lado do corpo de Cristiano. O ICCE está comparando quatro cápsulas deflagradas que foram encontradas no carro do rapaz com as armas dos policiais.
A Inspetoria Geral da Secretaria de Segurança Pública, que assumiu as investigações do caso, informou que vai ouvir o depoimento de uma testemunha do crime e confrontar com a versão dada pelos policiais militares e com as provas da perícia. Os policiais vão responder ao inquérito policial militar em liberdade.