Dois supostos militantes islâmicos dispararam contra militares dos Estados Unidos na capital da Arábia Saudita nesta quarta-feira, dias após um grande ataque da Al Qaeda no país ter matado 22 pessoas, em sua maioria estrangeiros. Fontes de segurança disseram que ninguém ficou ferido no incidente perto do complexo militar dos EUA de Iskan, no sul de Riad, altamente fortificado.
Um comboio de três carros levando sauditas e norte-americanos saía do complexo quando os homens, armados com fuzis automáticos, dispararam contra um carro, segundo as fontes. Os homens armados fugiram.
O incidente intensificou os temores em relação a mais ataques militantes na Arábia Saudita, importante aliado dos EUA e maior exportador de petróleo do mundo. No fim de semana, um ataque na cidade petrolífera de Khobar matou 22 pessoas, incluindo 19 ocidentais e outros estrangeiros.
A embaixada britânica advertiu que são prováveis mais ataques. Cerca de 35 mil norte-americanos vivem na Arábia Saudita e, no mês passado, o Departamento de Estado dos EUA exortou-os a deixar o país, citando possíveis ataques militantes.
Em outro incidente, forças sauditas mataram dois homens armados após conflitos na cidade de Taif, de acordo com fontes de segurança. Eles eram "terroristas" procurados, mas não estavam ligados ao ataque em Khobar. Um deles, Abdul Rahman Mohamed Yazji, estaria na lista dos 26 militantes mais procurados do país.
Forças sauditas lançaram uma enorme caçada aos três militantes que fugiram após o ataque em Khobar, com postos de controle e bloqueios de estradas no reino.