As autoridades federais americanas detiveram oito dos 19 integrantes de uma quadrilha internacional de narcotraficantes que atuava há 14 anos em Porto Rico. O diário El Portavoz informou hoje que a rede, com base na ilha, operava em Colômbia, Venezuela, República Dominicana, Ilhas Virgens, e nos estados americanos da Flórida e Nova Jersey, e obteve US$ 70 milhões em ganhos durante sua existência.
A detenção das oito pessoas foi conseguida depois que, em 16 de dezembro, um Grande Tribunal intimou 19 pessoas, das quais oito continuam foragidas e três já estavam presas nos Estados Unidos e em Porto Rico.
Os detidos foram identificados como Efraín de Jesús, César García Cruz, Jaime Menéndez Torres, Ricardo Amador González, Christopher McGrath - preso durante uma regata de windsurfe na Flórida-, David Robles Ramos, Mario Vélez Claudio e Félix García.
Também serão apresentadas novas acusações contra outros três que se encontram em prisões nos EUA e na ilha, identificados como Elliot Giraud Piñiero, preso em Pensacola (Flórida); Ignacio Pintado em Eglin, também na Flórida, e José Mattei na prisão Las Cucharas de Ponce, ao sul do país.
Os acusados, se forem considerados culpados, podem pegar de um mínimo de dez anos até prisão perpétua e multas globais de até quatro milhões de dólares. Segundo o chefe de procuradoria federal, Humberto García, o líder do grupo é Aureliano Giraud Piñeiro, que ainda permanece foragido e que supostamente traficou mais de 10 toneladas de cocaína desde o início da década de 1990.
A organização o acusa de importar ao país cocaína desde Colômbia através da República Dominicana e das Ilhas Virgens, para depois distribuí-la principalmente no sul de Porto Rico, Nova Jersey e Flórida.
O diário assinala que os narcotraficantes utilizavam residências e comércios -um posto de gasolina, companhias de coleta de lixo e uma frota de caminhões- como tampas para lavar o dinheiro procedente das drogas.
García disse que a procuradoria federal solicitou o congelamento de contas bancárias em várias instituições financeiras, além do confisco de 54 propriedades e negócios avaliados em US$ 7,9 milhões.