Dois muçulmanos de origem americana que tentaram se unir aos talibãs do Afeganistão foram condenados a 18 anos de prisão e acusados de 'traidores de primeira classe', informou na última segunda-feira uma fonte judicial.
De acordo com a acusação, estes dois homens eram membros de uma 'célula terrorista de Portland' formada por sete pessoas (seis americanos - cinco homens e uma mulher- e um jordaniano), que tinha planos de combater as tropas americanas no Afeganistão logo após os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.
Patrice Lumumba Ford, de 32 anos e Jeffrey Leon Battle, de 33, se declaram culpados, em outubro, de conspirar para combater os Estados Unidos.
O promotor-geral (ministro da Justiça) americano, John Ashcroft, destacou que os dois correm o risco de pegar até 20 anos de prisão.
- Os dois tinham uma noção distorcida de sua religião. Estavam fascinados pela idéia de lutar a Jihad (Guerra Santa) - disse o promotor federal de Portland, Charles Gorder.
- São traidores: o próprio juiz (Robert Jones) os chamou de 'traidores de primeira classe' - acrescentou.
Os cinco homens se declararam culpados de conspiração contra seu país e Martinique Lewis, esposa de Battle, assumiu ter dado ajuda financeira ao grupo.
As autoridades americanas desconhecem o paradeiro do jordaniano, Habis Abdulah al Saub, que tinha visto de residente nos Estados Unidos. Há informações sobre seu assassinato em 2 de outubro passado, no Paquistão, mas Aschroft nunca confirmou nada neste sentido.
Durante a audiência desta segunda-feira na Corte do Distrito de Portland, Oregon (noroeste), os dois homens fizeram um longo discurso para tentar justificar suas ações.
Americanos de 18 anos que tentaram se unir aos talibãs são presos nos EUA
Terça, 25 de Novembro de 2003 às 01:44, por: CdB