Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Americano pivô de condenação de Suu Kyi é deportado de Mianmar

Domingo, 16 de Agosto de 2009 às 07:40, por: CdB

O americano John Yettaw, que havia sido preso em maio em Mianmar após visitar a líder oposicionista Aung San Suu Kyi em sua prisão domiciliar, foi libertado e deportado do país neste domingo.

A visita de Yettaw provocou uma nova condenação a Suu Kyi, na última semana, para mais 18 meses de prisão domiciliar, por supostamente não respeitar os termos de sua prisão anterior ao deixar o americano entrar em sua casa.

Yettaw deixou o país neste domingo em um avião militar acompanhado do senador americano Jim Webb, que negociou sua libertação em um encontro com o líder da junta militar que governa Mianmar, Than Shwe, no sábado.

Webb é a mais alta autoridade americana a se reunir com Shwe. O senador também se reuniu no sábado com Suu Kyi.

Yettaw havia sido condenado a sete anos de trabalhos forçados após a visita à líder oposicionista, prêmio Nobel da Paz de 1991.

Após sua prisão, em maio, ele disse que havia sido mandado por Deus para avisar Suu Kyi que ela seria assassinada.

A mulher de Yettaw, Betty, disse à BBC estar muito feliz ao ouvir a "maravilhosa notícia" de sua libertação.

O senador Jim Webb agradeceu às autoridades de Mianmar pela libertação de Yettaw.

– Eu não vou pedir desculpas pelas ações que ele tomou, mas acredito que este foi um bom gesto de seu governo para nosso país de deixá-lo voltar para casa, para sua família, por razões humanitárias –, disse ele antes de embarcar aos Estados Unidos.

A visita de Webb, porém, foi criticada por dissidentes de Mianmar, que afirmam que ela pode ser vista como um endosso do tratamento recebido por Suu Kyi e por mais de 2.000 prisioneiros políticos.

Segundo o gabinete do senador, ele também pediu aos líderes de Mianmar a libertação de Suu Kyi.

A visita de Yettaw, em maio, aconteceu poucos dias antes da data da possível libertação da líder oposicionista, após cinco anos de prisão domiciliar.

A nova condenação de Suu Kyi a impede de participar das eleições planejadas para o próximo ano no país. Ela passou 14 dos últimos 20 anos sob prisão domiciliar.

O Conselho de Segurança da ONU expressou "sérias preocupações" com a nova condenação da líder oposicionista, e a União Européia ampliou suas sanções contra o regime militar de Mianmar.

Tags:
Edições digital e impressa