O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu nesta quarta-feira que a América Latina e o Caribe devem retomar o crescimento em 2010, mais rapidamente que as economias desenvolvidas, com uma expansão de 1,5%. Mas o Fundo advertiu que as perdas decorrentes da crise global custarão à região vários pontos do Produto Interno Bruto (PIB). No relatório "Perspectivas Econômicas para as Américas", divulgado em Bogotá, o FMI estimou que os preços das matérias-primas exportadas pela região devem cair mais de 33% em 2009 e se recuperarem apenas 3% em 2010.
A projeção de expansão de 1,5% no ano que vem "sustenta-se na ausência de problemas bancários sistêmicos, o que permitirá que o crescimento se recupere mais rapidamente que em regiões onde persistem os problemas no sistema financeiro", acrescentou o Fundo. A estimativa também está baseada nas políticas anticíclicas adotadas por alguns países, incluído o apoio para gastos em infraestrutura e em redes de proteção social.
Em abril, o FMI estimava que a economia da região teria retração de 1,5% este ano e a estimativa foi mantida no relatório apresentado nesta quarta-feira.
Perdas
No ano passado, a região cresceu 4,5%. O FMI alertou que "as perdas provocadas pela crise poderiam chegar a vários pontos percentuais do PIB regional em 2009", mas não citou números. O Fundo advertiu ainda sobre os efeitos nas contas externas e no setor fiscal da forte queda nos preços de matérias-primas.
O FMI também chamou a atenção sobre o setor financeiro da região, informando que ainda que ele tenha resistido bem à crise "há um caminho a percorrer", ao defender um monitoramento mais próximo e a criação de um sistema de alerta ágil.