Sinal dos tempos. Já se sabia que os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) para a América Latina e Caribe tenderiam a crescer. E, de fato, segundo o relatório da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL), divulgado nesta 4ª pela secretária executiva Alícia Bárcena, em 2010 eles alcançaram US$ 112,634 bi, um aumento de 40% no ano passado em comparação a 2009.
Também já se imaginava que o Brasil, pelo tamanho de sua economia, fosse o maior destino para esses recursos na região. O país captou pouco menos da metade dos dólares investidos, ou US$ 48,462 bi. A cifra representou um aumento de 87% em relação ao ano anterior, quando entraram US$ 25,949 bi, um recorde até então.
Fôlego das latinas
Mas o que chama a atenção são os investimentos da América Latina e do Caribe em outros continentes. O relatório mostra que eles totalizaram US$ 43,108 bi em 2010. "A cifra é histórica", destaca a CEPAL. O volume é quase quatro vezes maior do que em 2009 e comprova o fôlego das empresas transnacionais latinas e caribenhas.
Outro aspecto importante do documento é a posição dos Estados Unidos. O país continua a liderar, com alguma folga, o investimento na região e é responsável por 17% dos fluxos em 2010, seguido pelos Países Baixos (13%) e China (9%). Neste último caso, destaca a CEPAL, "mais de 90% dos investimentos chineses confirmados na América Latina foram dirigidos à extração de recursos naturais".