O fluxo global de investimentos externos diretos (IED) permaneceu praticamente estável em 2003, de acordo com a estimativa da Unctad - unidade das Nações Unidas para comércio e desenvolvimento.
O volume ficou em US$ 653 bilhões, quase o mesmo patamar de 2002 (US$ 651 bilhões). Em 2000, o fluxo havia alcançado US$ 1,4 trilhão. A Unctad estima que o Brasil recebeu US$ 9,1 bilhões em investimento externo direto em 2003, contra US$ 16,6 bilhões em 2002.
O relatório da Unctad diz que a região da América Latina e Caribe foi a que teve pior resultado. O fluxo de IED para a região caiu pelo quarto ano seguido, de US$ 56 bilhões em 2002 para US$ 42 bilhões em 2003.
Os maiores países - Brasil, México e Argentina - tiveram queda significativa nos ingressos de recursos. " Preocupações quanto à situação política e econômica de alguns países, a parada na privatização e a debilidade econômica global foram as razões por trás do desempenho " , explica o documento.
" A realocação de recursos para áreas de menor custo, como a China, também contribuiu para a queda, assim como a continuidade da consolidação e dos programas de redução de quadros das companhias multinacionais. "
Para 2004, a Unctad considera que a perspectiva de IED na América Latina é favorável, conforme melhora o cenário econômico da região e do mundo. " Muito vai depender da performance da Argentina e Brasil " , completa o relatório.