Com a aproximação da tempestade tropical Beta, governos da América Central colocaram áreas costeiras em alerta.
Meteorologistas do Centro Nacional de Furacões dos EUA prevêem que a tempestade pode se transformar em furacão nesta sexta-feira, antes de atingir a Nicarágua, aonde a sua chegada está prevista para sábado.
Até a divulgação do boletim das 23h (01h de sexta-feira em Brasília) Beta estava provocando ventos de 100 km/h. Para ser classificada como furacão, teria de atingir pelo menos 119 km/h.
No mesmo horário, o centro da tempestade tropical estava localizado a 55 quilômetros da ilha colombiana de San Andrés e a 260 km da Nicarágua.
Os ventos fortes já afetam San Andrés e Providência (outra ilha colombiana), ambas sob alerta de furacão.
Beta é a 23ª tempestade desta temporada de furações, a mais ativa desde o início dos registros, em 1851.
Esta é a primeira vez desde os anos 50, quando as tempestades do Atlântico começaram a ser batizadas com nomes de pessoas, que os especialistas precisam recorrer ao alfabeto grego para nomeá-las, após terem usado todos os nomes disponíveis para aquele ano.
Antes de Beta, formou-se no Caribe a tempestade tropical Alpha, que matou 26 pessoas, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira.
As mortes ocorreram em decorrência das inundações e deslizamentos provocados pela tempestade.
O Haiti confirmou a morte de mais cinco pessoas, levando o total de mortes no país a 17.
Na República Dominicana, que compartilha a ilha Hispaniola com o Haiti, nove pessoas morreram em conseqüência da tempestade.
A maioria das vítimas na República Dominicana foi levada pelas águas de um rio que transbordou na província de Puerto Plata, ao norte do país.
No Haiti, onde centenas de casas foram destruídas pela tempestade, o Ministério do Interior disse que quatro pessoas ainda estão desaparecidas.
Os dois países já haviam sido bastante atingidos por outras tempestades e furacões recentes.