O preço do petróleo bateu nova marca recorde nesta sexta-feira ao ser comercializado a US$ 146,90, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). A preocupação dos investidores com a oferta mundial da commodity aumentou, devido à tensão crescente no Oriente Médio, após os testes do Irã com mísseis de longo alcance. Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak disse nesta sexta-feira que o país está pronto para atacar as instalações nucleares iranianas, dizendo que Israel "mostrou no passado que não hesitará em agir para proteger seus interesses vitais de segurança forem ameaçados".
Na África, permanece o risco de novos conflitos na Nigéria, e no Brasil, o anúncio de uma greve na Petrobras, semana que vem, também mobilizou os investidores.
Às 9h43 (horário de Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em agosto estava cotado a US$ 146,41, em alta de 3,36%. Desde o fechamento, na véspera, a preocupação com a situação na Nigéria e no Irã afetaram os resultados e, perto do encerramento da sessão, o preço do barril já subia mais de 4%, chegando a bater US$ 142, mas caiu a um mínimo de US$ 135. Ao longo da semana, o preço da commodity chegou a um mínimo de US$ 135,14, comparado ao recorde anterior de US$ 145,85, registrado durante sessão de terça-feira.
Na manhã desta quarta-feira, o Ministério Público do Trabalho (MPT) reuniu os representantes da Petrobras e do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense para definição de efetivo mínimo para a manutenção da produção na semana que vem. Os petroleiros prometem parar parte da produção de 41 plataformas da Petrobras durante cinco dias, a partir da próxima segunda-feira.
A ameaça de greve repercutiu em Londres e o diário financeiro inglês, especializado em economia e finanças, Financial Times (FT) publicou, em um artigo na edição desta sexta-feira, que a ameaça de greve na Petrobras pode representar uma elevação ainda maior nos preços do petróleo bruto. O jornal registra que os preços do petróleo subiram na quinta-feira quando trabalhadores da maior empresa petrolífera do Brasil ameaçaram cruzar os braços na semana que vem.